|Balanço do ano – 2016

Boas entradas em 2017!

A 28 de Junho fomos para o ar. No primeiro dia de 2017, relembramos algumas das notícias e trabalhos marcantes do primeiro (meio) ano em que procurámos «o outro lado das notícias».

As lutas dos trabalhadores estiveram sempre em destaque neste espaço. Das 35 horas na Administração Pública – com um texto do secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos – à discussão em volta do salário mínimo nacional, demos voz a muitas centenas de acções de protesto e reivindicação. Falámos com os trabalhadores do handling ou da Soares da Costa.

Demos notícias das lutas dos trabalhadores da refinaria de Sines, do Pingo Doce, do Lidl ou do Metro de Lisboa. Tantas, como dos professores, dos trabalhadores da Administração Pública ou dos enfermeiros.

Mas também as lutas das populações: pela reposição das freguesias extintas pelo anterior governo (de Paços de FerreiraBeja, passando pelo Porto ou pelo Barreiro); contra as demolições na Ria Formosa; pelas obras no IC1, no Litoral Alentejano.

Num Verão em que os incêndios florestais voltaram a assolar o País, a Ilha da Madeira foi particularmente fustigada. Edgar Silva contou-nos o que se passou nesses dias de Agosto.

Quando a Uber entrou pelos noticiários em força, falámos com Carlos Ramos, presidente da Federação Portuguesa do Táxi, e fomos «Debravando o negócio da Uber».

A banca nacional esteve em destaque na segunda metade de 2016. Fomos falar com o deputado (e nosso opinante) Miguel Tiago sobre a comissão parlamentar de inquérito ao Banif, onde se destacou, e lembrámos a forma como a gestão da Caixa Geral de Depósitos foi sendo partilhada pelo PSD, pelo PS e pelo CDS-PP.

Numa altura em que muito se discutia o financiamento público dos partidos políticos, fizemos as contas e chegámos à conclusão: «nem todos são dependentes do Estado». Fomos acompanhando a discussão em torno do Orçamento do Estado para 2017 e explicámos a actualização extraordinária de pensões proposta pelo Governo

Ainda falando de dinheiro, o primeiro semestre de 2016 mostrou que os «Lucros de empresas privatizadas pagavam metade do défice público». E, quando da União Europeia vinham ameaças de multas pelo malfadado défice, lembrámos de onde surgiu o número mágico dos 3%.

Pelo mundo, tivemos o depoimento de Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz, sobre a cimeira da NATO, falámos com John Foster sobre o Brexit, com Sergio de Zubiría sobre o acordo de paz na Colômbia ou com Roland Weyl, decano advogado de Paris e membro da Associação Internacional de Juristas Democratas, sobre os 50 anos dos Pactos Internacionais de Direitos Humanos.

Mostrámos o outro lado da libertação de Alepo, do golpe no Brasil e da ofensiva contra a Venezuela. Sem esquecer a despedida de Fidel Castro, figurante marcante da segunda metade do século XX.

O ano de 2017 reserva-nos eleições autárquicas, lá para o Outono. Vale a pena revisitar o nosso trabalho «Independentes, de quem?», para perceber muito do que vai entrar no espaço mediático nos próximos meses.

Na Cultura, lembrámos Víctor JaraFederico García Lorca (através do José António Gomes) e Joe Hill (com a ajuda do Tiago Santos). Publicámos entrevistas a Edgar Feldman, realizador da série documental de oito episódios, Estórias do tempo da outra senhora (por Pedro Sabino), e Manuel Sérgio, professor catedrático licenciado em Filosofia e doutorado em Motricidade Humana (por João Vasco Fagundes e Luís Miguel Correia).

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