A presidente do Conselho Mundial da Paz escreve para o AbrilAbril

NATO, grave ameaça à paz mundial

Rumo à cúpula da NATO, em Varsóvia, capital polaca, as entidades que integram o Conselho Mundial da Paz e seus aliados reforçam a campanha «Sim à Paz! Não à NATO!».

Há muito que o movimento internacional da paz denuncia a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) como a máquina de guerra do imperialismo, difundindo informações e opiniões que ajudam a esclarecer os povos sobre o que representa esta aliança. Atuando em cada país e conjuntamente, as quase 100 organizações que constituem o Conselho Mundial da Paz (CMP), em aliança com diferentes forças democráticas pelo mundo, empenham-se numa campanha por sua dissolução.

Rumo à cúpula da NATO, em Varsóvia, capital polaca, as entidades que integram o CMP e seus aliados reforçam a campanha «Sim à Paz! Não à NATO!», que tem buscado transmitir a mensagem clara de rechaço completo à maquinaria que ameaça os povos mundo afora.

O Conselho Mundial da Paz lançou uma campanha e convidou seus membros e amigos para ações por todo o planeta, especialmente em Varsóvia, onde os chefes de estado e governos dos países-membros da NATO reúnem-se em 8 e 9 de julho. Diversos movimentos que integram o CMP já têm respondido ao apelo organizando ações junto à população, entre eles o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC).

A iniciativa é expressão e reforço da nossa luta pela dissolução da aliança belicosa, que não se detém ao realizar ações intervenvionistas que resultam em massacres e deixa claro que sua principal estratégia, sua lógica de política externa, é a ameaça. Chamam-na, aliás, «dissuasão», ainda que inclua, sem qualquer pudor, até mesmo arsenais nucleares.

Os 28 membros da NATO, em período de crise internacional, de arrocho e políticas agressivas contra trabalhadores, cortes em direitos sociais e todo o tipo de retrocesso visto nos últimos anos, têm gasto bilhões de euros nas agressões e guerras contra povos inteiros.

Mesmo nesta conjuntura de empobrecimento das massas trabahadoras, os membros da NATO comprometeram-se com a destinação de 2% dos seus PIB nacionais ao chamado setor militar. Ainda há países que fazem um esforço extra, como os EUA, a Grécia, o Reino Unido e a Estônia, garantindo maiores fatias. Em 2016, segundo relatório publicado em 4 de Julho pela aliança, a NATO gasta 918 298 milhões de dólares. Os Estados Unidos, maiores propulsores desta locomotiva da morte, gastam 664 058 milhões de dólares, um aumento de 22 823 milhões desde 2015. Os membros europeus, somados, gastaram 238 844 milhões de dólares. O aumento total dos gastos da NATO, de 2015 para 2016, é de 26 186 milhões.

A consequência é a preparação constante para a guerra e a agressão, violando o direito internacional e substituindo o diálogo e a negociação pela militarização das relações internacionais.

Na busca pelo controle de rotas, recursos estratégicos ou zonas de influência, na afirmação da hegemonia do poder agressor e no avanço imperialista que as resume, a NATO não poupa esforços para tentar subjugar nações, derrubar governos legítimos e bombardear países a seu bel-prazer. Mas os povos resistem.

O espetáculo dantesco em que se transformou a militarização do Leste europeu e o agravamento das tensões com a Rússia é também revelador do papel dos meios de comunicação na promoção da guerra. A propaganda em que a expansão da NATO e a ameaça aos povos se sustentam precisa ser contraposta nas ruas e nos meios de comunicação críticos do circo de horrores posto diante de nós.

A ameaça de guerra é grave e se coloca contra os povos de todo o mundo. Não bastassem as agressões ou ameaças regionais, a NATO promete agora envolver o planeta num manto de destruição e morte. Mas os movimentos membros e amigos do Conselho Mundial da Paz reforçam sua mobilização, em solidariedade aos povos que resistem, na denúncia contundente e determinada desta máquina de guerra imperialista.

Juntamo-nos nesta campanha e nas ações internacionais porque acreditamos que unidos podemos derrotar o imperialismo e suas guerras, lutando pela dissolução da NATO ou pelo direito dos seus membros de se retirarem. Por isso, afirmamos: «Sim à Paz! Não à NATO!».