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O Mercadona «torna a vida dos trabalhadores num pesadelo»

Para além das «estratégias» implementadas para fingir que não paga salários de miséria (pagamento do subsídio de Natal e Férias em duodécimos), o Mercadona reprime quem reclama os seus direitos.

Créditos / CGTP-IN

«Todos os dias nos deparamos com ataques imensos aos direitos dos trabalhadores, que estão exaustos e cada vez mais humilhados», afirma, em comunicado, a Direcção Regional da Beira Litoral do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN). As empresas da grande distribuição acumulam milhões de lucros «à custa da discriminação, da pressão e repressão» dos seus funcionários.

O Mercadona é disso exemplo. Esta empresa recorre a várias «estratégias» públicas para manter a ilusão de que trata bem os seus trabalhadores («como é o caso do pagamento do subsídio de Natal e Férias em duodécimos» que dá a aparência de um salário mais elevado limitando-se, no entanto, a dar aos trabalhadores o que já era seu por direito), mas, na realidade, o Mercadona tenta de tudo para não cumprir a Contratação Colectiva, «nomeadamente no que diz respeito às funções de cada trabalhador e no cumprimento pela regulação dos horários».

Também os lucros astronómicos do Mercadona são construídos na base dos «baixos salários, horários desregulados e com a imposição do banco de horas». Sempre que um trabalhadores exige os seus direitos, o Mercadona reage,  pressionando o funcionário a «"aceitar" um acordo para ir embora». Quando a pressão não chega, a empresa «torna a vida dos trabalhadores num pesadelo, lançando processos disciplinares à mesma velocidade que os lucros lhes entram nos bolsos».

O CESP está a realizar hoje, 30 de Outubro, uma acção de denúncia em frente ao Mercadona de Aveiro, com início às 15h, confrontando estas empresas «com o roubo que todos os dias entra pelas casas de quem trabalha», exigindo o devido respeito a quem representa, na prática, a verdadeira fonte dos seus lucros obscenos.

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