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Autoeuropa tem condições para negociar melhorias

Mais uma vez, a administração assume uma posição «intransigente», uma vez que não reconhece nem valoriza o esforço dos trabalhadores, denuncia a comissão sindical.

CréditosMário Cruz / Agência LUSA

Apesar de afirmar que, mesmo em contexto pandémico, 2020 foi o terceiro melhor ano de sempre em unidades produzidas e resultados líquidos, a administração da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, continua a não querer aumentar os salários em 2021 e responde de forma negativa às reivindicações dos trabalhadores.

Em comunicado divulgado, a comissão sindical do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE Sul/CGTP-IN) lembra que, durante a pandemia, se produziu em condições adversas, com ritmos intensos e elevadas cargas de trabalho, dando o exemplo da necessidade do uso de máscara e da interdição do uso dos balneários que ainda se mantém, tendo-se verificado, mesmo assim, volumes de produção diários sempre no máximo ou acima dos objectivos exigidos.

Considerando que a administração deve «regressar à mesa das negociações de imediato», os representantes dos trabalhadores sublinham que a sua posição intransigente só contribui para «o aumento do descontentamento» e o «mau ambiente na empresa».

«Entendemos que há condições para que a administração valorize os salários dos trabalhadores e que essa condição é notória, tendo em conta a divisão do valor do prémio de 500 euros proposto no pré-acordo para o ano de 2021 por 14 meses, que mostra que é possível fazer o aumento real do salário e ir ao encontro das justas reivindicações», pode ler-se.

A nota refere também que factores como a falta de componentes, a pandemia, investimentos na fábrica e situações causadas por erros de gestão do grupo VW, não podem servir de argumento para que a administração não negoceie de forma séria e valorize os salários.

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