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Greve no Lidl contra o trabalho obrigatório no domingo de Páscoa

Os funcionários vão estar em greve, dia 17 de Abril, contra a obrigatoriedade de trabalhar no domingo de Páscoa, em defesa da conciliação familiar e da negociação colectiva, anuncia o CESP.

CréditosJOSÉ SENA GOULÃO / LUSA

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP/CGTP-IN) denuncia a decisão do Lidl de abrir no domingo de Páscoa, sublinhando que o descanso ao domingo é um direito dos trabalhadores.

«Está em causa o direito à organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a vida familiar», sublinha o sindicato.

A «ganância dos lucros» sobrepõe-se ao bem-estar familiar dos trabalhadores, afirma o texto, destacando que, no Lidl, o «"Vírus da Ganância e do Lucro" parece mais difícil de combater que o próprio Covid-19».

A Direcção do Lidl, insiste o CESP, quer «trabalhadores disponíveis a todas as horas e todos os dias, sem vida própria», com salários que dão para «sobreviver e não para viver», tudo isto para «poder amealhar milhões e milhões de lucros».

Neste sentido, a organização sindical afirma que vai intensificar a acção reivindicativa, com o intuito de exigir respostas efectivas para os problemas dos trabalhadores, entre os quais se contam os baixos salários, a precariedade, o bloqueio à contratação colectiva e o acentuar das desigualdades.

Além do encerramento no domingo de Páscoa, no pré-aviso de greve o CESP estabelece como objectivos da jornada de luta o aumento salarial mínimo de 90 euros para todos os trabalhadores; o aumento das cargas horárias para, no mínimo, 32 horas semanais; a negociação do caderno reivindicativo.

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