|Contrato Colectivo de Trabalho

Trabalhadores do Pingo Doce da Guia, em Cascais, farão acção de denúncia

Sem actualizações do Contrato Colectivo desde 2016, os trabalhadores vão denunciar o agravamento das condições de trabalho numa acção de protesto no dia 20 de Junho.

Acção de denúncia dos trabalhadores no Pingo Doce do Alverca Park, 18 de Outubro
Créditos / CESP

O agravamento das condições laborais, o bloqueio às negociações do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) e a falta de liberdade sindical são algumas das denúncias que serão apresentada à porta do Pingo Doce da Guia em Cascais, afirma o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) em nota de imprensa enviada ao AbrilAbril.

De acordo com o CESP, o Pingo Doce é um dos «maiores responsáveis pelas propostas inaceitáveis que impedem, há oito anos, a atualização urgente do CCT», já que a empresa assume a presidência da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED). O CCT não é revisto desde 2016.

Os trabalhadores estarão em protesto à porta da loja das 9h30 às 12h30 da próxima quinta-feira, 20 de Junho. A estrutura sindical enfatiza que o momento de protesto visa tornar público as insatisfações e a luta pelas negociações que garantam condições justas de trabalho e salário para os 144 mil profissionais do sector. Condições estas que estão dentro das capacidades financeiras das empresas de distribuição, como pode ser visto pelos lucros da Jerónimo Martins — grupo detentor do Pingo Doce — que em 2023, face ao ano anterior teve crescimento de 28,2%, totalizando 756 milhões de euros.

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