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CGTP: os caminhos da indignação vão dar ao protesto e à luta

O Dia de Indignação, Protesto e Luta que a CGTP-IN convocou para esta quinta-feira, dia 9, visa, segundo a central sindical, dar «continuidade a uma intensificação muito grande da luta dos trabalhadores». 

CréditosJosé Pedro Rodrigues

Foi a «profunda degradação das condições de vida e de trabalho», refere Isabel Camarinha, secretária-geral da CGTP-IN, que levou a central sindical a convocar o Dia de Indignação, Protesto e Luta para o 9 de Fevereiro, um dia que vai ser marcado por várias dezenas de acções de luta, greves, concentrações e plenários, em todos os distritos do país.

Na conferência de imprensa convocada ontem pela CGTP, Isabel Camarinha denunciou «as opções estruturais dos sucessivos governos» do PS e PSD ao longo das últimas décadas. São estas mesmas forças políticas (com o beneplácito da IL e do Chega) que, face à pandemia, à guerra e às sanções, permitem agora que os grandes grupos económicos e financeiros se aproveitem da população através da especulação.

«Se não houver resposta, a vida dos trabalhadores e de vastas camadas da população vai continuar a degradar-se e a perder qualidade», defende: «um país desenvolvido não pode ter trabalhadores pobres, não pode ter trabalhadores que trabalharam uma vida inteira a empobrecer, sem condições para chegar ao fim do mês».

Taxar os lucros bilionários das empresas e aumentar salários

Como solução para o grave problema que neste momento se vive na sociedade portuguesa, a CGTP-IN defende um aumento salarial, imediato, de 10%, ou um aumento mínimo de 100 euros, compensando parte do poder de compra que os trabalhadores perderam nos últimos anos. De igual forma, a fixação do Salário Mínimo Nacional nos 850 euros surge como uma das principais reivindicações laborais neste momento.

Noutro âmbito, a central sindical defende a aplicação de medidas de controlo dos preços e um combate efectivo contra a especulação, «taxando efectivamente os lucros brutais, de milhares de milhões de euros, que as grandes empresas e grupos financeiros de várias áreas (sobretudo da energia, da distribuição alimentar e do sector financeiro) têm vindo a anunciar».

Esses imensos lucros são «escandalosos», principalmente quando se tem em conta «aquela que é a situação dos trabalhadores das suas famílias». No dia da conferência da CGTP-IN, foi anunciado que as grandes empresas petrolíferas atingiram lucros recorde no ano de 2022.

Para além de várias dezenas de acções em empresas e serviços dos mais diversos sectores de actividade, a CGTP-IN convocou, para dia 9 de Fevereiro, quinta-feira, concentrações nos distritos do Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Guarda, Leiria, Funchal, Portalegre, Santarém, Setúbal, Vila Real e Viseu. Em Lisboa, o ponto de encontro é no Largo Camões, às 15h, e no Porto, à mesma hora, na Escola Rodrigues de Freitas.

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