De acordo com o comunicado assinado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Serviços (CESP/CGTP-IN), a administração da Brisa está longe de responder às exigências dos trabalhadores com as negociações longe de um entendimento.
A empresa apresentou uma nova proposta de aumento salarial de apenas 1,3%, um valor considerado irrisório pelo sindicato, representando um acréscimo de meros 0,3% em relação à oferta anterior. «Enquanto a inflação, o aumento dos combustíveis e a instabilidade pesam no nosso orçamento, a empresa responde com propostas que não repõem o poder de compra», lê-se na tomada de posição sindical.
Em contrapartida, o CESP mantém-se firme na exigência de 14% de aumento salarial, defendendo que se trata de um «valor justo e necessário para dignificar» o trabalho numa empresa que alcançou lucros recorde d325 milhões de euros em 2025.
A luta, no entanto, não se fica apenas pela tabela salarial. O sindicato relembrou também à administração da Brisa o caderno de propostas entregue na mesa de negociações, que inclui a redução do tempo de trabalho semanal; 25 dias de férias para todos e folga no dia de aniversário; Implementação da 7.ª diuturnidade; e subsídio de penosidade.
«A proposta da empresa é um insulto à nossa dedicação. Apresentámos as propostas, mas nada se conquista sem força», alerta o CESP, num tom que antecipa uma elevação do patamar de reivindicativo.
O sindicato apela agora à união e determinação de todos os trabalhadores, sublinhando que «o momento de lutar pelo salário é agora». Apesar de o comunicado não mencionar datas concretas para greves ou paralisações, as intenções dos trabalhadores podem passar pela luta.
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