|Orçamento do Estado

Trabalhadores exigem que Governo responda ao aumento do custo de vida

A CGTP-IN inicia hoje um período de lutas pelo desagravamento das condições de vida com uma manifestação junto à Assembleia da República, enquanto decorre a aprovação do Orçamento do Estado para 2022.

CréditosAntónio Pedro Santos / Agência Lusa

A acção de luta nacional, que decorrerá sob o lema «Pelo aumento dos salários e pensões – Contra o aumento do custo de vida e ataque aos direitos», arrancou esta manhã com duas pré-concentrações, uma no Rossio, com os trabalhadores dos distritos de Lisboa e Porto, e outra junto ao Jardim da Estrela, com os trabalhadores de Setúbal e dos restantes distritos do País.

No final, todos os manifestantes se vão juntar junto ao Parlamento para exigir respostas face ao agravamento das condições de vida. A secretária-geral da Intersindical, Isabel Camarinha, partirá do Rossio e fará uma intervenção junto à Assembleia da República.

No início do mês, o Conselho Nacional da CGTP-IN exigiu medidas imediatas para reposição do poder de compra e, por isso, aprovou um processo de intensificação da luta que decorrerá ao longo do mês de Junho em todos os sectores e por todo o País, mas que começará com a manifestação de hoje.

Segundo Isabel Camarinha, a escolha da data para esta manifestação «não foi inocente, pois o Orçamento do Estado não responde às necessidades dos trabalhadores e do País», salientando que são necessárias respostas extraordinárias face ao momento excepcional que vivemos. 

A Inter vai intensificar a luta com o objectivo de afirmar a indignação e o protesto face ao aumento do custo de vida, ao ataque ao poder de compra e aos direitos, ao aumento das desigualdades e da pobreza, e exigir o aumento geral dos salários e das pensões, tendo em conta a degradação do poder de compra.

A redução do horário de trabalho e o combate à desregulação dos horários, a erradicação da precariedade, o emprego com direitos, uma legislação laboral que contribua para a valorização do trabalho e dos trabalhadores e a defesa do serviços públicos são outras das reivindicações na base do protesto.

A CGTP-IN reivindica ainda as medidas «excepcionais e imediatas» apresentadas no 1.º de Maio, como o aumento extraordinário do salário mínimo nacional para 800 euros em 1 de Julho de 2022, um aumento extraordinário de todas as pensões e reformas que reponha o poder de compra, num mínimo de 20 euros e o aumento extraordinário de todos os salários cuja revisão/actualização tenha sido absorvida pela inflação.


Com agência Lusa

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