|NAL

Decisão sobre Novo Aeroporto de Lisboa é «vitória da persistência dos portugueses»

A Plataforma Cívica BA6 Não congratula-se com a decisão anunciada pelo Governo, mas pede celeridade para que o Aeroporto Humberto Delgado não se eternize. Câmara do Seixal recorda luta por Alcochete. 

Créditos / UF Poceirão e Marateca

A decisão anunciada ontem pelo primeiro-ministro, de aceitar as conclusões do Relatório Final da Comissão Técnica Independente (CTI) sobre a construção do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) no Campo de Tiro de Alcochete (distrito de Setúbal), «confirma e vem ao encontro do essencial que a Plataforma Cívica sempre defendeu desde 2018, data da sua constituição: Portugal e Lisboa precisam mesmo de um novo, moderno e duradouro Aeroporto Internacional».

A Plataforma Cívica BA6 Não acrescenta num comunicado que a decisão «é uma vitória da persistência dos portugueses e de todos os que se têm batido pela sua construção», mas também um sinal de esperança para centenas de milhares de cidadãos da região de Lisboa «que, a esta data, são credores de um melhor bem-estar que lhes foi retirado ao longo de décadas».

Passados 16 anos sobre a decisão tomada em Conselho de Ministros de construir o Novo Aeroporto de Lisboa (NAL), a Plataforma diz que «ainda vem a horas», mas apela a que se dê execução prática à decisão política, de forma a «não permitir eternizar» o Aeroporto Humberto Delgado e dar início aos trabalhos que envolvem a construção do Novo Aeroporto Luís de Camões.

O Governo estima que o NAL, no Campo de Tiro de Alcochete, entre em funcionamento em 2034, e não em 2030, como previa a CTI. Quanto aos custos, o ministro das Infraestruturas avançou, esta terça-feira, com a possibilidade de pagar o investimento «com os recursos libertados pela concessão, até ao fim da concessão».

«Caem assim por terra as narrativas sobre os elevados custos para os contribuintes, narrativas que alguns ainda pretendem manter», afirma a Plataforma, que valoriza ainda o anúncio da construção da Terceira Travessia do Tejo, Barreiro-Chelas, que sempre defendeu, por ser «determinante para a coesão territorial e mobilidade na Região de Lisboa». Por outro lado, salientam os activistas, «fica claro que essa infraestrutura [...] não está dependente nem condiciona, como nunca condicionou, a construção do novo aeroporto».

Depois da privatização, esqueceram-se os estudos

A Câmara Municipal do Seixal, que sempre defendeu que o NAL deveria ser construído no Campo de Tiro de Alcochete, sustentada no Estudo Estratégico de Impacto Ambiental elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), há mais de dez anos, é outra das entidades a manifestar satisfação com o anúncio desta terça-feira. 

«Estivemos sempre na linha da frente na defesa dos interesses da região e do País, sem nunca baixar os braços, mesmo quando ficámos sozinhos nesta luta», afirma o presidente da autarquia num comunicado, salientando que, se não fosse a actuação deste município, teria avançado a opção Montijo, apesar de ser considerada a pior.

Paulo Silva adianta ainda que, para a Câmara do Seixal «foi sempre difícil perceber porque é que, após a privatização da ANA, os governos parecem ter esquecido os estudos realizados e ponderaram outra alternativa que não esta», reforçando, entretanto, que Alcochete é a solução «que mais salvaguarda» as populações, e a melhor em termos económicos e ambientais, agora e no futuro. 

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui