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Como a vida está já fácil, reitoria da NOVA quer aumentar o preço da refeição social

Não se trata de um aumento da qualidade da comida, mas sim de ir buscar mais dinheiro aos bolsos dos estudantes. De acordo com a Associação de Estudantes da Nova FCSH, a reitoria da Universidade quer sim compensar o subfinanciamento imposto pelo Governo. 

CréditosAntónio Pedro Santos / Agência Lusa

Em Maio de 2025, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, foi à Madeira e defendeu que as universidades «têm de diversificar as suas fontes de financiamento». Dada a orientação, várias são as instituições de ensino superior em busca de todos os cêntimos que podem encontrar e a Universidade Nova de Lisboa não é excepção. 

Segundo informa a Associação de Estudantes da Faculdade de Ciência Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (AEFCSH), no passado dia 14 de Janeiro na reunião do Conselho de Estudantes da NOVA, onde participam a reitoria e as Associações de Estudantes da NOVA, foi abordado o aumento da refeição social de 3 euros para 3,29 euros.

À vista desarmada este poderia ser um pequeno aumento caso se materializasse numa melhoria da qualidade das refeições confeccionadas, porém, não parece ser disso que se trata uma vez que a reitoria nem aborda essa questão. A razão acaba mesmo por parecer ser o autofinanciamento de forma a contrariar o garrote colocado pelo Governo às universidades.

Se a faculdade assegurar o almoço a todos os seus 5 000 alunos, uma pequena variação no custo unitário gera um impacto financeiro significativo quando multiplicada pela escala. Por exemplo, ao passar de 3 euros para 3,29 euros por refeição, o lucro diário extra é de 1 450 euros, o que parece pouco quando visto de forma isolada. Contudo, projectando esse acréscimo para um mês de 20 dias de aulas, a diferença total chega a 29 000 euros, valor que poderia cobrir outras necessidades institucionais ou, inversamente, representar um peso considerável no orçamento das famílias. Assim, números aparentemente modestos, revelam o seu verdadeiro peso.

Confrontadas com o aumento e com o facto da reitoria o querer aprovar no Conselho de Estudantes que só tem funções deliberativas, as associações de estudantes das faculdades da Universidade Nova de Lisboa iam unir-se para rejeitar a proposta. Contudo, analisando a correlação de forças, o reitor adiou a votação para a amanhã, quarta-feira, dia 4 de Fevereiro. Apesar da possibilidade de chumbo, o aumento pode ainda ser aprovado no Conselho de Acção Social que tem poder deliberativo.

«Não aceitamos este caminho e vamos votar contra no próximo conselho de estudantes adiado para 4 de fevereiro. Tomaremos todas as medidas necessárias para impedir qualquer tipo de aumento do prato social e  ontribuiremos para a convergência do Movimento Associativo Estudantil e  odos os estudantes para impedir estes aumentos», pode ler-se num  comunicado da AEFCSH enviado à imprensa.
 

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