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Greve dos trabalhadores «temporários» na Resíduos do Nordeste

Durante a semana de 26 e 31 de Dezembro, os trabalhadores «eternamente precários» com contrato temporário na empresa MULTITRAB, cedidos à Resíduos do Nordeste, paralisam, completamente, a sua actividade.

Foto de Arquivo: manifestação em Lisboa
Foto de Arquivo: manifestação em LisboaCréditos / STAL

Se o que se passa na Resíduos do Nordeste, empresa que faz a gestão dos resíduos no Nordeste Transmontano, se passasse numa empresa privada, já seria, só por si, totalmente «intolerável» o desrespeito pelos direitos e a dignidade dos trabalhadores. O facto de se tratar de uma empresa intermunicipal, acresce, e muito, a sua «responsabilidade social», afirma o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL/CGTP-IN), em comunicado enviado ao AbrilAbril.

A administração da Resíduos do Nordeste insiste em perpetuar a precariedade que, «injustamente», impõe a vários dos seus trabalhadores, alguns dos quais trabalham há largos anos na empresa, sempre em regime de contrato de trabalho temporário.

Além de «profundamente gravosa», é inaceitável que a uma «actividade profissional que corresponda a uma reconhecida necessidade permanente das populações»mantenham, há anos, trabalhadores «com vínculos laborais precários, vivendo na permanente incerteza quanto ao seu futuro profissional, eternamente dependentes da duração dos contratos de concessão» com a MULTITRAB.

A acção de luta a desenvolver ao longo da próxima semana, de 26 a 31 de Dezembro, com greve ao trabalho normal e suplementar, tem como objectivo: exigir a admissão destes trabalhadores nos quadros da Resíduos do Nordeste, «por forma a garantir a manutenção dos seus postos de trabalho após o fim da concessão, que termina no próximo dia 31»; «o aumento geral dos salários e de todas as prestações pecuniárias para todos os trabalhadores em 10%, no mínimo de 100 euros»; «a actualização da retribuição base mensal mínima na empresa para 850 euros mensais» e o pagamento do subsídio de refeição para o valor de 9 euros diários.

A Associações de Municípios da Terra Quente Transmontana, da Terra Fria do Nordeste Transmontano e do Douro Superior, que engloba os municípios de Alfândega da Fé, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa, Vimioso e Vinhais, são accionistas da Resíduos do Nordeste, responsáveis pela actual situação na empresa.

No comunicado, o STAL reafirma que a greve é da inteira responsabilidade da administração da Resíduos do Nordeste, que há meses vem adiando a justa integração dos trabalhadores, «continuando a não se comprometer com uma data concreta, o que os trabalhadores e o STAL consideram inaceitável».

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