|Saint-Gobain Sekurit

Encerrar a única fábrica de vidro automóvel do País é «crime social e económico»

Os trabalhadores da Saint-Gobain Sekurit, em Santa Iria de Azóia, manifestaram-se esta manhã em frente ao Ministério da Economia, em Lisboa, contra a proposta de despedimento colectivo e o encerramento da empresa.

CréditosAndré Kosters / Agência Lusa

A Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom/CGTP-IN) exige a intervenção do Governo de forma a impedir o encerramento desta empresa do distrito de Lisboa, privatizada em 1991 pelo governo de Cavaco Silva.

Depois de várias acções de luta, os trabalhadores desfilaram hoje pelas ruas de Lisboa até chegarem ao Largo de Camões, onde estiveram concentrados em frente ao Ministério da Economia para denunciar que o fim da laboração e consequente despedimento de 130 trabalhadores directos da Saint-Gobain Sekurit e de mais de 70 funcionários de empresas subcontratadas é uma ameaça ao sector produtivo e aos interesses nacionais. 

Aos microfones da TSF, a coordenadora da Feviccom, Fátima Messias, realçou que esta é uma empresa «rentável e com futuro», e que encerrar a única fábrica de vidro automóvel existente no nosso país é um «crime social e económico», uma vez que Portugal vai continuar a precisar deste material para todo o tipo de transportes, nomeadamente automóveis, comboios e autocarros, e passa a ser obrigado a importá-lo, agravando o défice. 

A sindicalista participou esta quarta-feira na segunda reunião para discutir o despedimento colectivo que contou com a participação de um representante da Direção-Geral do Emprego e Relações de Trabalho (DGERT) e de representantes dos trabalhadores e da empresa.

No encontro, não conclusivo, os representantes dos trabalhadores reafirmaram a rejeição do despedimento e pediram várias informações, nomeadamente um estudo sobre o impacto económico do encerramento da fábrica e os resultados líquidos da mesma entre 1996 e 2020.

Após a reunião, os representantes sindicais participaram num plenário de trabalhadores, em que estes reafirmaram a sua determinação em continuar a lutar contra o despedimento colectivo e o encerramento da fábrica. A Feviccom alerta que , uma vez que Portugal vai continuar a precisar deste material para todo o tipo de transportes, nomeadamente automóveis, comboios e autocarros, e será obrigado a importá-lo, agravando o défice. 

Para a próxima semana está prevista uma reunião idêntica com a ministra do Trabalho. Antes da privatização, a empresa chegou a empregar mais de 1200 trabalhadores.


Com agência Lusa

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