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Club Med da Balaia: a greve é a alternativa à ausência de um acordo negociado

Como «a administração não corresponde às suas reivindicações», os trabalhadores do Club Med da Balaia, em Albufeira, decidiram, em reunião plenária, fazer greve nos dias 10 e 15 de Agosto.

Hotel Club Med da Balaia, em Albufeira. 24 de Fevereiro de 2017
Hotel Club Med da Balaia, em Albufeira. 24 de Fevereiro de 2017CréditosKolforn / CC BY-SA 4.0

A reunião pedida para o mês de Junho acabou por ser «empurrada», pela administração da unidade hoteleira Club Med da Balaia, em Albufeira, para Setembro. A disponibilidade para «negociar um acordo que responda às necessidades imediatas e aspirações dos trabalhadores», não parece ser uma prioridade dos patrões da hotelaria.

Em causa, refere em comunicado o Sindicato da Hotelaria do Algarve (SHA/CGTP-IN), «está a exigência de um aumento salarial intercalar, com efeitos a 1 de Janeiro, por forma a alcançar os 90 euros em 2022, para todos os trabalhadores que trabalham no estabelecimento, incluindo temporários e prestadores de serviços essenciais ao seu funcionamento, garantindo que ninguém aufira um vencimento base inferior a 850 euros».

De igual forma, os trabalhadores querem o reforço, no imediato, «do quadro de pessoal nas secções e departamentos onde haja essa necessidade premente, como se verifica nos andares, cozinha, copa, economato, entre outros», assim como a melhoria geral das condições de trabalho, das instalações e equipamentos.

Sem resposta para as suas reivindicações, os trabalhadores do Club Med da Balaia decidiram, em plenário, fazer greve nos dias 10 e 15 de Agosto. O SHA, por seu lado, reafirma a sua determinação em continuar a «esclarecer e a mobilizar os trabalhadores do sector para a luta por salários, condições de trabalho e direitos que permitam uma vida digna para todos os que cá trabalham».

O sindicato tem vindo, ao longo dos anos, «a alertar para a grave situação que se está a gerar no sector do Turismo, devido ao brutal aumento da exploração que se está a verificar e à recusa do Governo em tomar as medidas necessárias para garantir a valorização dos salários e a melhoria das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores».

Sem alterar a sua «política de favorecimento dos grandes grupos económicos e financeiros», a tendência nos próximos meses, a par da inflação e do aumento especulativo dos custos de vida, «será de aumento da conflitualidade nos locais de trabalho e na rua».

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