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Greve suspensa no Club Med da Balaia após cedências da empresa

A ameaça das greves, nos dias 10 e 15 de Agosto, foi suficiente para forçar a administração da unidade hoteleira a reconsiderar a sua posição anti-negocial. Aumentos salariais em cima da mesa.

Resort Club Med da Balaia, em Albufeira 
Resort Club Med da Balaia, em Albufeira Créditos

Desde Junho, o Club Med da Balaia, unidade hoteleira de Albufeira, vinha recusando qualquer discussão em torno das reivindicações dos trabalhadores e do Sindicato de Hotelaria do Algarve (SHA/CGTP-IN). O recente pré-aviso de greve, contudo, forçou a administração a reconsiderar, seriamente, a sua posição, iniciando negociações (um padrão que se vem repetindo nos últimos anos).

Em reunião plenária realizada no dia 5 de Agosto, apenas três dias depois do encontro entre a administração, o sindicato e os trabalhadores, foi decidida a suspensão das greves para os dias 10 e 15 de Agosto, dada a súbita disponibilidade da administração em acolher, agora, algumas das principais reivindicações dos trabalhadores.

O Club Med da Balaia assumiu, desde já, um conjunto de compromissos: a atribuição de «um prémio anual de 100 euros no final de cada ano, bem como a disponibilidade para, nas próximas negociações para 2023, que terão início no próximo mês de Setembro, ter em conta algumas das reivindicações».

Para o ano de 2023, está na calha um «aumento salarial que absorva a inflação do presente ano», assim como a garantia de que nenhum trabalhador «irá auferir um salário base inferior a 850 euros e que irão ser melhoradas as condições de trabalho, nomeadamente, na lavandaria».

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