|Debate Quinzenal

Paulo Raimundo desafiou Montenegro para uma visita ao Centro de Saúde do Cacém

«Dia 1 de Julho, 7h da manhã, Centro de Saúde do Cacém, contactar com todos os utentes que ali voltam de três em três meses para tentar aceder a uma senha para uma consulta».

CréditosTiago Petinga / Agência Lusa

Na passada semana, numa intervenção na Assembleia da República, o secretário-geral do PCP já tinha chamado a atenção para as dificuldades dos que recorrem ao SNS, ilustrando a situação com o exemplo do Centro de Saúde do Cacém, onde às 7h da manhã «centenas de pessoas fazem fila», com os primeiros utentes chegarem no dia anterior, na tentativa de terem acesso a uma senha. «Os poucos que se safaram terão consulta nos próximos três meses, todos os outros, se quiserem e se ainda puderem, que voltem dia 1 de Julho para novamente tentar a sua sorte», sublinhou então Paulo Raimundo.

Esta quinta-feira, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, o líder comunista lançou o desafio ao primeiro-ministro de o acompanhar na visita àquele centro de saúde.

Foi um debate quinzenal pobre, marcado pelo auto-elogio do Governo e do PSD, que, porventura para não falarem da realidade do País e se anteciparem ao Chega, até trouxeram para o debate o fantasma do ex-primeiro-ministro José Sócrates. Um auto-elogio que levou Luís Montenegro a descobrir um aumento do salário médio nacional, e Hugo Soares a visionar melhorias na Justiça.

Uma realidade que diversos partidos acabaram por trazer à tona, quando confrontaram o Governo com o brutal aumento do custo de vida, em particular do preço dos combustíveis, nomeadamente quando comparado com a Espanha e outros países europeus. Um aumento do custo de vida que, conforme foi sublinhado, pesa ainda mais nas famílias de menores rendimentos, ao mesmo tempo que os grupos económicos se apresentam com lucros recordes.

Uma situação que levou o secretário-geral do PCP a falar da necessidade da regulação e fixação de preços dos bens de primeira necessidade, para atenuar as consequências da guerra com o Irão, para a qual, segundo Paulo Raimundo, PSD, CDS, Chega e IL arrastaram o País, ao apoiaram os EUA e colocarem o território nacional ao serviço de Trump.

Por fim, sobre o pacote laboral, que Luís Montenegro prometeu levar à Assembleia da República, o primeiro-ministro foi desafiado a identificar três alterações que constem do pacote laboral do Governo e sejam positivas para os trabalhadores. Com dificuldade, o líder social-democrata deu apenas dois exemplos, o banco de horas e o outsourcing, curiosamente duas situações que a UGT tinha sinalizado como linhas vermelhas.

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