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Faltam respostas do Governo perante o aumento dos preços e as intempéries

«Aumentos dos preços e do custo de vida, baixos salários e pensões, degradação dos serviços públicos, vidas difíceis em contraste com lucros recorde dos grupos económicos e multinacionais, é este o País real».

CréditosNuno Veiga / Agência Lusa

A denúncia é do secretário-geral do PCP, numa declaração política feita esta quarta-feira, na Assembleia da República, onde afirmou que, «por maior que seja a propaganda, a ilusão e os anúncios, a verdade é que Portugal não está melhor e a vida da maioria está pior».

Paulo Raimundo chamou a atenção para os que, três meses depois das tempestades que assolaram o País, desesperam «pelos apoios sempre prometidos mas que teimam sempre em não chegar», com milhares de casas por reparar, centenas de empresas em dificuldades, «estradas e caminhos intransitáveis», para além da energia e das comunicações ainda não terem chegado «a todo o lado».

Na sua intervenção, o secretário-geral do PCP abordou também as dificuldades «para quem recorre ao Serviço Nacional de Saúde», ilustrando a situação com o exemplo do Centro de Saúde do Cacém, onde às 7h da manhã «centenas de pessoas fazem fila», com os primeiros a terem chegado ainda no dia anterior, na tentativa de terem acesso a uma senha. «Os poucos que se safaram terão consulta nos próximos três meses, todos os outros se quiserem e se ainda puderem que voltem dia 1 de Julho para novamente tentar a sua sorte», concluiu.

Paulo Raimundo alertou ainda para o «aumento brutal e acelerado do custo de vida, na habitação, nos alimentos, na energia, no gás», consequências de uma guerra que tem «PSD, CDS, Chega e IL como apoiantes da primeira hora e para a qual arrastaram Portugal».

Por outro lado, o líder comunista olhou ainda «para essa dúzia de grupos económicos que encaixaram 10 mil milhões de euros de lucros no ano passado», dos que «julgam que têm Portugal nas mãos, esses sim, que vivem à sombra e à custa dos recursos públicos, dos benefícios e isenções fiscais, dos subsídios e das benesses de um Estado que tanto, aparentemente contestam, mas do qual não prescindem».

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