A central sindical liderada por Tiago Oliveira concentrou-se esta tarde frente ao Ministério do Trabalho, em Lisboa, na expectativa de participar na reunião convocada pela ministra Maria do Rosário Palma Ramalho sobre a revisão da legislação laboral, mas foi impedida de entrar. Apesar disso, o secretário-geral da CGTP-IN alertou que «não conseguem» tirar a central sindical deste combate.
«Não afastem a maior central sindical do País, não afastem a voz dos trabalhadores», disse o secretário-geral da CGTP-IN diante de uma assembleia de dirigentes sindicais e activistas. «Queremos discutir as propostas de quem trabalha, e não de quem manda trabalhar», acrescentou, reiterando que a Intersindical apresentou «propostas e soluções para a legislação laboral». Mas recordando também os passos dados até aqui, de denúncia e rejeição das medidas que Governo e grande patronato têm sobre a mesa, designadamente a greve geral de 11 de Dezembro e as mais de 190 mil assinaturas entregues ao primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Apesar de o processo de revisão do Código do Trabalho estar a ser discutido em sede de Concertação Social, de onde a CGTP-IN não pode ser excluída, o Governo tem convocado várias «reuniões técnicas» apenas com as quatro confederações patronais (CIP, CCP, CTP e CAP) e a UGT. Frente ao Ministério do Trabalho, esta tarde, Tiago Oliveira afirmou que estamos perante um processo «anti-democrático» e inconstitucional, precisamente no ano, e a poucos dias de se cumprirem os 50 anos da Constituição da República.
Esta quarta-feira, 18 de Março, a central sindical, que aguarda ser recebida pelo Presidente da República sobre esta matéria, vai reunir o seu Conselho Nacional e discutir novas formas de luta.
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