|Vitórias Laborais

ACT dá razão a trabalhadoras da Nobre

Na repercussão sobre a última vitória laboral conquistada por duas trabalhadoras da Nobre, em Rio Maior, o sindicato afirma que a declaração da empresa à imprensa é uma «tentativa de manipulação da verdade».

A vitória veio com mais de um ano de luta, mas os valores em dívida da Nobre Alimentação, foram finalmente pagos a duas trabalhadoras. Em causa estavam os créditos sindicais a que ambas têm direito por serem dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN) e da União de Sindicatos de Santarém. Segundo o SINTAB, Inês Santos e Célia Valentim tinham deixado de receber a remuneração integral em Janeiro de 2025. 

O incumprimento, descrito pelo sindicato como «uma clara tentativa de intimidação e limitação da actividade sindical», foi dado a conheecr à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que em Julho deu razão à luta das trabalhadoras e notificou a empresa para a regularização. 

Em Abril de 2026, 14 meses após o início do incumprimento, as trabalhadoras puderam receber o que lhes deviam. Entretanto, face à repercussão pública desta vitória, a Nobre, contactada pela Lusa, declarou que, ainda em Janeiro de 2025, «antes de ter sido suscitada esta questão pelas trabalhadoras em causa, a empresa actuou de forma diligente e em conformidade, mantendo contacto regular com a ACT e procurando obter, de forma proativa, o necessário esclarecimento sobre o enquadramento aplicável». 

Por seu lado, o SINTAB contesta a afirmação da empresa. afirmando estar em posse de um documento oficial, datado de 28 de Agosto de 2025, onde a Nobre «não concordava com o entendimento da Autoridade e que, por isso, não procederia ao pagamento dos valores devidos às trabalhadoras». 

O sindicato sublinha que a empresa «procura construir uma narrativa de cumprimento exemplar», através de uma «tentativa de reescrever os factos perante a comunicação social». Aliás, o SINTAB ainda relembra que, apesar do recente pagamento dos créditos às duas dirigentes, a Nobre ainda continua «a não pagar o subsídio de alimentação correspondente a esses dias», e que responderão agora através da via judicial.

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui