A CGTP-IN, através das suas estruturas regionais, assinala esta sexta-feira o 140.º aniversário dos acontecimentos de Chicago, que estiveram na origem do 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, em mais de 30 localidades do continente e das regiões autónomas, sob o lema «Lutar pela vida melhor a que temos direito! Salários, direitos, serviços públicos. Derrotar o pacote laboral!».
A par da luta pela redução da jornada de trabalho para as 8 horas, violentamente reprimida pelas autoridades dos EUA, a data, afirma um comunicado da Intersindical, «homenageia também as mulheres e homens deste país que, durante a ditadura fascista, lutaram pela liberdade e por melhores condições de vida e de trabalho, por emprego com direitos, salários e horários dignos».
Neste Primeiro de Maio, entre outras exigências, designadamente o aumento urgente dos salários, a luta tem como alvo o pacote laboral, com a CGTP-IN a admitir que com ele se procura abrir caminho «para o agravamento da política de direita ao serviço dos grupos económicos e financeiros», mas também «para o aumento da exploração, cumprindo assim os compromissos assumidos com o patronato».
A central sindical critica a «política de assalto aos direitos fundamentais e de afronta à Constituição da República Portuguesa que atinge quem trabalha e trabalhou», conduzida pelo «Governo PSD/CDS, com o apoio do CH e IL», e que «procura enfraquecer os direitos laborais e pôr em causa direitos essenciais», como a saúde, a educação, a protecção social e a habitação.
Em Lisboa, as comemorações arrancam às 10h com a tradicional Corrida Internacional do 1.º de Maio, com partida e chegada no Estádio 1.º de Maio. À tarde, a partir das 14h30, haverá o tradicional desfile entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, onde terá lugar um comício com o secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira.
No Algarve, a União dos Sindicatos do Algarve (CGTP-IN) convoca os trabalhadores para uma grande manifestação em Faro, a partir das 10h, no Mercado Municipal, com concentração e marcha até ao relvado junto ao teatro. O evento termina com um momento cultural a cargo de Luís Galrito e António Hilário, e com as habituais intervenções sindicais.
Em comunicado, a estrutura sindical alerta para o «agravamento da situação social e económica», sublinhando que «os trabalhadores e o povo sentem, cada vez mais, dificuldades em comprar comida, pagar combustíveis e electricidade, pagar a renda da casa e a medicação». Ao mesmo tempo que se assiste ao «escandaloso aumento dos lucros das grandes empresas petrolíferas, da grande distribuição, da banca». A União dos Sindicatos do Algarve defende por isso que a riqueza criada no nosso país «tem de ser melhor distribuída por quem a produz – os trabalhadores», e que estes «não aceitam o retrocesso civilizacional, nem o agravamento das desigualdades sociais».
Na Covilhã, a União dos Sindicatos de Castelo Branco promove a Marcha de Homenagem ao Trabalhador e a Corrida de Atletismo, com partidas às 10h da Vila do Carvalho e chegada à Covilhã, havendo prémios de presença para todos os participantes.
O tradicional almoço do trabalhador será servido junto ao Jardim Público, seguindo-se, às 15h, o desfile do 1.º de Maio com saída da Banda da Covilhã, passagem pela Praça do Município e término no Jardim Público, onde terá lugar o comício-festa com a Banda Estilus.
O programa inclui ainda feira do livro com escritores da região, animação de rua com o grupo de bombos Arrebimba e o 1.º de Maio das Crianças, com insufláveis, pinturas faciais e um atelier de pintura.
Em Aveiro, a União dos Sindicatos (CGTP-IN) e os sindicatos do Movimento Sindical Unitário convocam trabalhadores e população para uma concentração às 15h no Largo da Estação, de onde sairão em manifestação até ao Largo do Rossio. No Porto, a Avenida dos Aliados acolhe uma manifestação, a partir das 15h.
Em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, o programa arranca às 10h com uma concentração de activistas e dirigentes sindicais, na Praça Velha, pela aplicação universal das 35 horas de trabalho, por mais direitos laborais e melhores pensões e reformas. Entre outras iniciativas, o programa prevê o «concurso exposição de "Maios"». A celebração do 1.º de Maio estende-se às cidades da Horta (Faial) e de Ponta Delgada (São Miguel), com convívios participados por intervenções sindicais.
Na região autónoma da Madeira, está prevista uma concentração às 10h, no Largo da Assembleia Legislativa rumo ao Jardim Municipal do Funchal.
Bragança, Coimbra, Évora, Leiria, Lamego, Montemor-o-Novo, Portalegre, Santarém, Setúbal, Sines e Viseu contam-se entre as cidades que também serão palco de momentos culturais, manifestações, concentrações e desfiles do 1.º de Maio.
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