Mais de 22 milhões de euros até 2034, três meses depois das tempestades e quando está ainda quase tudo por fazer, nomeadamente na reconstrução, nos apoios às empresas ou às autarquias, e na limpeza da floresta. Muitos dos anúncios feitos esta terça-feira pelo primeiro-ministro somam a projectos que já estavam em curso, muitos deles em atraso de execução.
A oposição considera inaceitável que o primeiro-ministro procure diluir numa nova vaga de anúncios a resposta mais imediata que se impõe face às consequência das tempestades. Por exemplo, o PCP fala em fraude política, considerando que, uma vez mais, o Governo «anuncia o que já tinha anunciado noutros momentos», e soma valores a fundo perdido, empréstimos, fundos comunitários de projectos que já estavam em curso», procurando fazer aumentar montantes.
O que famílias, empresas e autarquias exigem ao Governo, é mais acção e menos ilusão, e a mobilização de recursos para responder às intempéries, aproveitando os tão falados excedentes orçamentais.
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