Enquanto o primeiro-ministro, Luís Montenegro, assinalava o dia com uma homenagem ao actor Ruy de Carvalho nos jardins da residência oficial do primeiro-ministro (em 2025, Tony Carreira fora o homenageado), o mais longe possível das massas populares, centenas de milhares de pessoas desfilavam por ruas e avenidas de várias cidades portuguesas, celebrando a memória do 25 de Abril e as muitas lutas que, em todo o país, ainda se travam pela construção de um país mais justo e democrático.
A imensa adesão às comemorações populares do 25 de Abril, em linha com as que se têm verificado nos últimos anos, evidenciam também a forte determinação de vários segmentos da sociedade portuguesa em confrontar todos os que se opõem aos valores e conquistas da Revolução, consagradas na Constituição da República Portuguesa.
Durante a manhã, no Parlamento, o líder da extrema-direita portuguesa pediu o fim das comemorações do 25 de Abril, considerando-as um desperdício de dinheiro. Depois do pobre espectáculo representado pelos deputados da Iniciativa Liberal nos últimos anos (em que tentaram introduzir um cravo branco), André Ventura apresentou agora um cravo verde, símbolo dos herdeiros do regime fascista que fugiram à instauração da democracia.
A actualidade das comemorações populares do 25 de Abril teve expressão maior na centralidade atribuída à oposição ao pacote laboral, presente organicamente em todas as manifestações realizadas no País. Dezenas de cartazes denunciaram as alterações ao código laboral que o Governo PSD/CDS-PP, com a ministra Palma Ramalho à cabeça, tenta impingir ao país à revelia da posição assumida pela generalidade da população (demonstrada pela adesão à greve geral de 11 de Dezembro).
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