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Maioria esmagadora quer as freguesias de Sacavém e Prior Velho de volta

Se o objectivo era bloquear a desagregação de freguesias em Sacacém e Prior Velho: saiu o tiro pela culatra. Referendo à população, realizado dia 29, aprovou a separação com 1936 votos a favor e apenas 256 contra.

CréditosMiguel A. Lopes / Agência Lusa

Tem sido uma aposta furada do PS ao nível autárquico. Para tentar evitar a separação de uniões de freguesia por todo o País, o PS tem-se empenhado na convocação de referendos à população, com a expectativa de atrasar os processos. Uma e outra vez, a população tem demonstrado outro entendimento, aprovando com largas maiorias a desagregação das uniões.

Desta vez, o caso passou-se na União de Freguesias de Sacavém e Prior Velho (UFSPV), no concelho de Loures, em referendo realizado no dia 29 de Janeiro de 2023. Com a maioria absoluta na assembleia, o PS é o voto decisivo para fazer avançar, ou bloquear, todo o processo (a ratificação deste órgão é indispensável). O resultado foi uma estrondosa vitória a favor da desagregação.

Os votos favoráveis (1936) foram quase oito vezes mais do que os votos contra (256), expressando a inegável vontade da população de Sacavém e Prior Velho em reaver as freguesias que foram unidas à força em 2013, por via da reforma administrativa do Governo PSD/CDS-PP de Passos Coelho.

Para levar a desagregação das uniões de freguesia ao Parlamento, são precisos os pareces positivos dos três órgãos representativos locais (Câmara, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia).

Em comunicado, os eleitos da CDU na UFSPV saúdam a expressiva manifestação da vontade da população, lamentando apenas que o PS tenha decidido atrasar um processo «que a Assembleia de Freguesia já poderia ter aprovado».

A CDU já assumiu publicamente a sua intenção de voltar a apresentar uma proposta para a separação das freguesias o mais rapidamente possível, agora que o PS, não pode voltar «a invocar a falta da auscultação à vontade da população de Sacavém e Prior Velho para concretizar esta justa reivindicação».

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