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Tropas israelitas mantêm assédio a hospital no Norte de Gaza

As forças de ocupação continuam o cerco ao Hospital al-Awda, um dos poucos que funcionam no Norte do enclave costeiro palestiniano, pondo em causa os tratamentos a feridos e doentes.

Créditos / Wafa

Fontes médicas disseram à Wafa que as tropas israelitas realizaram ataques de artilharia contra o hospital antes de o cercar, este domingo, e que proibiram a entrada e saída de pacientes e pessoal médico.

O hospital localiza-se no campo de refugiados de Jabalia, que é alvo de uma grande ofensiva desde 11 de Maio, depois de as forças de ocupação terem pedido à população que saísse da zona e se dirigisse para a zona ocidental da Cidade de Gaza.

Ainda segundo fontes hospitalares, as forças de ocupação arrasaram as zonas circundantes do Hospital al-Awda, que neste momento tem dificuldade em prestar serviços de tratamento à população e deixou de ter água potável.

Desde o início da mais recente agressão israelita contra o enclave, a 7 de Outubro, as tropas israelitas procuraram desestabilizar o funcionamento do sistema de saúde na Faixa de Gaza, ameaçando encerrar os hospitais, atacando-os directamente, destruindo zonas de apoio e ambulâncias.

No Norte da Faixa de Gaza, refere a Wafa, o Hospital al-Awda é o único que tem serviços de ortopedia, ginecologia e obstetrícia.

Continuam os bombardeamentos

Sem precisar um número, a agência estatal palestiniana afirma que dezenas de pessoas foram mortas nas últimas horas na sequência de ataques israelitas a vários pontos do território e muitas outras ficaram feridas.

Os alvos foram zonas habitacionais na Cidade de Gaza e no Norte do enclave, bem como vários pontos na região central e meridional, como Khan Younis e Rafah.

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério palestiniano da Saúde, entre 7 de Outubro e ontem foram mortos 35 456 palestinianos, a maior parte dos quais mulheres e crianças, na sequência da agressão israelita à Faixa de Gaza.

No entanto, a tutela adverte que este número é muito maior, uma vez que há milhares de vítimas sob os escombros. O número de feridos registado é de 79 476.

Não há «zonas seguras»

A agência da ONU para os refugiados palestinianos (Unrwa) revelou no sábado que cerca de 800 mil palestinianos fugiram de Rafah desde o início da ofensiva terrestre israelita, há duas semanas.

Philippe Lazzarini, comissário-geral da organização, advertiu que não há zonas seguras em Gaza e sublinhou que, desde o início da guerra no território, «os palestinianos foram obrigados a fugir múltiplas vezes em busca de uma segurança que nunca encontraram».

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