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Forças israelitas prendem 22 palestinianos na Cisjordânia ocupada

Na noite de terça-feira e madrugada de quarta, as forças israelitas de ocupação prenderam 22 palestinianos em vários pontos da Margem Ocidental, incluindo na Porta de Damasco, em Jerusalém Oriental.

Palestiniano detido pelas forças de ocupação na zona de Bab al-Amoud ou Porta de Damasco, à entrada da Cidade Velha de Jerusalém 
Palestiniano detido pelas forças de ocupação na zona de Bab al-Amoud ou Porta de Damasco, à entrada da Cidade Velha de Jerusalém Créditos / Al Mayadeen

Fontes oficiais comunicaram à agência WAFA que 12 pessoas foram detidas nas imediações de Bab al-Amoud, também conhecida como Porta de Damasco, à entrada da Cidade Velha de Jerusalém.

Desde o início do mês do Ramadão, milhares de palestinianos concentram-se ali e a Polícia israelita, fortemente armada, recorre a balas de aço revestidas de borracha, granadas atordoantes e bastões para os dispersar.

Além disso, veda o acesso a várias ruas das imediações e acossa os transeuntes, por vezes espancando-os com grande violência, gerando confrontos repetidos.

A WAFA refere que, no Bairro de Beit Hanina, também em Jerusalém, foram presos outros dois palestinianos,

No Sul da Cisjordânia ocupada, registaram-se várias incursões no distrito de Hebron e três palestinianos foram detidos.

No distrito de Nablus, a agência confirma a existência de um raide levado a cabo pelas forças israelitas, no âmbito do qual foi detido um palestiniano.

A sul da cidade de Qalqiliya, os soldados prenderam um menor, de 15 anos de idade, informa a mesma fonte, dando conta de vários raides no distrito de Jenin e da detenção de três ex-presos.

As forças israelitas levam a cabo estas operações de busca e captura num registo praticamente diário, quase sempre de madrugada. Alegando que «procuram» palestinianos, invadem as casas sem mandado de detenção onde e sempre que lhes apetece.

São frequentes os confrontos com os residentes palestinianos, os mais de três milhões que vivem na Margem Ocidental ocupada e que, lembra a WAFA, ficam completamente à mercê da autoridade militar que lhes é imposta pelos comandantes israelitas.

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