Os esforços diplomáticos do PCP continuam e depois desta semana ter organizado uma reunião com diversos embaixadores da América Latina e das Caraíbas, desta vez foi a vez de promover um encontro com a embaixadora da Palestina, Amal Jadou. O momento demonstrou que existe uma visão alternativa dentro do Parlamento Europeu uma vez que contou com a presença de diversos deputados de diferentes grupos políticos.
Durante o encontro, a diplomata palestiniana apresentou novos dados sobre a realidade vivida na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, caracterizando uma situação que considerou dramática. Segundo as informações partilhadas, Israel mantém a ofensiva militar sobre Gaza e o bloqueio à entrada de ajuda humanitária, permitindo a entrada de apenas 15% dos bens essenciais necessários à população.
Se estes dados não fosse suficientemente assustadora por si, foi também referido que a Faixa de Gaza enfrenta uma grave crise, com a população concentrada em apenas 45% do território, e cerca de 17 mil feridos a necessitar de cuidados médicos, incluindo intervenções cirúrgicas, que não conseguem aceder a tratamento devido ao bloqueio imposto pelo Estado sionista à entrada de profissionais de saúde, medicamentos e equipamentos hospitalares.
Amal Jadou disse ainda aos presentes que mais de 80% dos edifícios estão destruídos, incluindo escolas e unidades de saúde e que a interdição imposta por Israel à actividade da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente da ONU e de 37 organizações não governamentais, tanto em Gaza como na Cisjordânia, tem agravado a degradação das condições de vida da população palestiniana.
Já o promotor do encontro, João Oliveira, denunciou a «cumplicidade da União Europeia com a política de ocupação, colonização e genocida de Israel» e reafirmou a posição do PCP em defesa dos direitos do povo palestiniano, sublinhando a necessidade de respeito pelo direito internacional e pelas resoluções das Nações Unidas. O deputado comunista considerou também que o cumprimento destes princípios é «um elemento indispensável para a construção da paz no Médio Oriente».
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