Trata-se de um novo episódio numa série de agressões e crimes sistemáticos contra o trabalho jornalístico e a liberdade de expressão, sublinha a entidade sindical, reafirmando o compromisso com a verdade e com a exposição dos crimes cometidos contra o povo palestiniano.
Numa nota publicada esta terça-feira, o sindicato informou ter documentado a emissão de ordens de proibição que impedem dez jornalistas e fotojornalistas de entrar na Mesquita de Al-Aqsa – medidas que visam obstruir a capacidade destes profissionais para exercer as suas funções, sobretudo na cobertura de eventos dentro do complexo da mesquita e nos seus arredores.
O texto destaca também a proibição decretada pelo ministro do exército da ocupação contra quatro órgãos e plataformas de comunicação palestinianas – Al-Asima Media Network, Al-Bousala, Maarij e Quds Plus –, que foram classificadas como «terroristas», enquanto os seus trabalhadores são perseguidos através de detenções, intimações e intimidações.
Neste mesmo âmbito, a organização sindical denunciou a detenção da jornalista Nisreen Salem e o interrogatório a que foi submetida, durante vários dias, antes de ser libertada em condições severas, que incluem a detenção domiciliária e a proibição de usar o telemóvel e as redes sociais.
O sindicato referiu-se a estas medidas restrictivas como «discriminatórias e arbitrárias», sublinhando que violam os direitos fundamentais dos jornalistas e constituem uma violação flagrante da sua liberdade de opinião e expressão.
Escalada de «ataques» em Janeiro e apelo à intervenção de organismos internacionais
Neste contexto, o SJP apelou à intervenção dos organismos internacionais aos quais incumbe a tarefa de proteger os direitos dos jornalistas e a liberdade de imprensa para que assumam uma posição clara.
Pediu-lhes também que intervenham de forma urgente, no sentido de travar estas violações, garantir a revogação das medidas injustas e salvaguardar a liberdade do trabalho da imprensa em Jerusalém e no resto dos territórios ocupados.
No passado dia 11, o SJP divulgou uma nota a alertar para a «escalada significativa na amplitude e na gravidade das violações cometidas contra jornalistas palestinianos» em Janeiro deste ano.
No mês passado, o sindicato documentou três assassinatos de jornalistas palestinianos, sete detenções e 42 casos de impedimento do trabalho jornalístico.
Entre outros ataques, registou também quatro casos de agressões por parte de colonos, sete de confisco do equipamento e três de espancamento, além de seis casos de disparos com fogo real contra jornalistas e oito incidentes envolvendo ameaças com armas de fogo.
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