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Palestinianos repudiam visita de ministro israelita a Jerusalém Oriental ocupada

Governo palestiniano e Hamas criticaram a visita do ministro israelita dos Negócios Estrangeiros à Porta de Damasco, em Jerusalém Oriental, uma «provocação clara» num contexto de escalada de tensões.

Repressão das forças israelitas na Porta de Damasco (imagem de arquivo) 
Repressão das forças israelitas na Porta de Damasco (imagem de arquivo) Créditos / al-monitor.com

Acompanhado pelo chefe da Polícia, Kobi Shabtai, por deputados e altos funcionários israelitas, o ministro israelita Yair Lapid visitou, este domingo, Jerusalém Oriental ocupada, sob rigorosas medidas de segurança.

«Condenamos a incursão provocadora de Lapid à Porta de Damasco e as promessas que fez aos judeus extremistas de colocar mais forças de ocupação em Jerusalém para lhes proporcionar mais protecção durante as festividades judaicas», disse o Ministério palestiniano dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

De acordo com o texto, citado pela PressTV, as promessas de Lapid constituem «a forma mais feia do apartheid israelita, que o regime de ocupação impõe aos palestinianos no quadro de um sistema colonial e expansionista».

A diplomacia palestiniana lembrou ao governante israelita que pisava «território ocupado», num fim-de-semana em que as forças de ocupação reprimiram de forma brutal os palestinianos que se concentraram junto à Porta de Damasco, à entrada da Cidade Velha de Jerusalém.

De acordo com a agência WAFA, pelo menos 13 palestinianos foram detidos e 20 ficaram feridos, ontem à noite, na sequência da intervenção da Polícia israelita.

Nas noites do mês do Ramadão, que agora começou, é habitual os palestinianos juntarem-se na praça da Porta de Damasco. No sábado e sobretudo ontem, as forças israelitas, que reforçaram a sua presença e colocaram barreiras no local, espancaram várias pessoas.

«Planos sinistros» para Jerusalém

O Hamas também questionou a visita do governante israelita a Jerusalém Oriental ocupada. Mohammad Hamadeh, representante do movimento de resistência, afirmou que é «um sinal claro da insistência do regime israelita em levar a cabo os seus planos sinistros em al-Quds [Jerusalém] e no Complexo de al-Aqsa».

Disse ainda que se trata de um passo «perigoso e que intensifica a escalada», mais ainda durante o mês do Ramadão.

As tensões que se vivem na Palestina fazem lembrar o que ocorreu por ocasião do Ramadão de 2021, com semanas de forte violência no Complexo da Mesquita de al-Aqsa e no Bairro de Sheikh Jarrar, por parte de forças israelitas e colonos.

A isto seguir-se-ia uma ofensiva contra a Faixa de Gaza cercada, iniciada a 10 de Maio, que durou 11 dias. As facções da resistência responderam lançando centenas de rockets para os territórios ocupados pelas forças sionistas em 1948.

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