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Guardas-fronteiriços cubanos travam desembarque de terroristas provenientes dos EUA

Uma lancha matriculada na Florida, detectada em águas territoriais cubanas, foi apreendida depois de os seus ocupantes terem disparado sobre os guardas-fronteiriços que pediam a sua identificação.

Lancha das Tropas Guarda-Fronteiras de Cuba (foto de arquivo) 
Lancha das Tropas Guarda-Fronteiras de Cuba (foto de arquivo) Créditos / MININT

Segundo o Ministério do Interior de Cuba (MININT), a embarcação, uma lancha rápida construída nos nos anos 80, com bandeira dos EUA e matrícula do estado da Florida, movimentando-se ilegalmente em águas territoriais cubanas, foi detectada na manhã de 25 de Fevereiro no canal de El Pino, junto à ilha dos Falcões (Cayo Falcones), no município de Corralillo, província de Santa Clara, na costa norte de Cuba.

Ao serem abordados para identificação por um barco patrulha das Tropas de Guardas-Fronteiriços do MININT, a dezena de ocupantes da lancha dispararou sobre a embarcação cubana, ferindo o comandante da tripulação.

Os militares cubanos responderam ao fogo e, como consequência do confronto, quatro dos agressores foram abatidos e os seis restantes feridos e aprisionados, encontrando-se a receber receber assistência médica.

Em comunicado, o MININT refere que «perante os actuais desafios, Cuba reitera a sua determinação em proteger as suas águas territoriais, tendo como base a defesa nacional enquanto pilar fundamental para o Estado cubano», tanto para «proteção da sua soberania como da estabilidade na região», e que as autoridades prosseguem as investigações necessárias ao total esclarecimento dos factos ocorridos.

Terroristas participantes na operação identificados e armamento apreendido

No decurso da investigação do caso, foram apreendidas na lancha espingardas automáticas, miras telescópicas, pistolas, explosivos artesanais, coletes anti-balas e uniformes camuflados, informa a TeleSur.

Dos participantes no grupo terrorista, foram identificados os seis feridos (Amijail Sánchez González, Leordan Enrique Cruz Gómez, Conrado Galindo Sariol, José Manuel Rodríguez Castelló, Cristian Ernesto Acosta Guevara e Roberto Azcorra Consuegra) e um morto (Michel Ortega Casanova), prosseguindo os esforços para a identificação dos três restantes corpos.

Adicionalmente, o MININT informou ter sido detido em território cubano Duniel Hernández Santos, chegado dos EUA para acolher a infiltração do grupo terrorista.

Todos os participantes são cubanos residentes nos Estados Unidos, a maioria dos quais com um historial conhecido de delitos e violência.

As declarações preliminares, por parte dos detidos, permitiram já estabelecer os planos de infiltração e os objectivos do grupo terrorista. As investigações prosseguem até ao esclarecimento completo dos factos.

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