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LAB e ELA denunciam novos acidentes laborais mortais no País Basco

Com os acidentes em Lantaron e Berriobeiti, o LAB regista oito mortes no local de trabalho este ano e lembra que as entidades patronais têm a obrigação de aplicar medidas que protejam a vida dos trabalhadores.

Acção dos sindicatos bascos no âmbito do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho (imagem de arquivo) CréditosUnai Berioz / Noticias de Navarra

Esta segunda-feira, um trabalhador faleceu e outro ficou gravemente ferido na sequência de uma explosão ocorrida na empresa de pirotecnia onde laboravam, em Lantaron (província de Álava).

Menos de 24 horas depois, outro trabalhador faleceu no local de trabalho, desta vez no rocódromo de Berriobeiti, em Navarra, informa a fonte sindical, acrescentando que o acidente ocorreu quando executava tarefas de manutenção no telhado, aparentemente sem quaisquer medidas de protecção.

A este propósito, o sindicato LAB pergunta «quantas mais mortes vão ocorrer devido a quedas em altura e o que é necessário fazer para que empresas e instituições tomem medidas para prevenir este flagelo».

Das 84 mortes de trabalhadores em acidentes de trabalho ou a caminho do local de trabalho registadas pelo LAB em 2025, pelo menos 29 ocorreram em Navarra, região do País Basco onde há maior registo de fatalidades nestas circunstâncias, de forma destacada.

A estrutura sindical recorda que «as empresas têm a obrigação de proporcionar as medidas e os recursos de protecção necessários para garantir a vida e a saúde dos seus trabalhadores».

Para denunciar a precariedade e reclamar «medidas de protecção que garantam a vida e um trabalho digno», os sindicatos bascos anunciaram uma mobilização para hoje em Vitória-Gasteiz, na Praça da Virgem Branca.

Também numa nota, o sindicato ELA anunciou uma concentração frente ao governo de Navarra, para denunciar o acidente ocorrido em Berriobeiti e exigir o apuramento de responsabilidades.

Lembrando que, em 2025, faleceu em Navarra um trabalhador a cada quinze dias em acidentes de trabalho, a organização sindical afirma que «as empresas não cumprem as suas obrigações em matéria de prevenção e que as instituições públicas não destinam os recursos suficientes para assegurar um controlo eficaz».

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