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China e Cuba desenvolvem vacina contra novas variantes da Covid-19

Cientistas chineses e cubanos estão a trabalhar conjuntamente para obter uma vacina que seja eficaz contra as diversas variantes do coronavírus.

O Interferón revelou-se um medicamento eficaz no tratamento (não na cura) da Covid-19, tendo sido adoptado pelas autoridades sanitárias chinesas no combate à doença
O Interferón revelou-se um medicamento eficaz no tratamento (não na cura) da Covid-19, tendo sido adoptado pelas autoridades sanitárias chinesas no combate à doença CréditosLiu Dawei / Xinhua

Segundo a informação divulgada este domingo pela agência Xinhua, os cientistas chineses e os do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), do país caribenho, estão a realizar o trabalho de pesquisa no Centro Conjunto de Investigação e Desenvolvimento, aberto no final de 2019 na cidade de Yongzhou (província de Hunan).

Gerardo Guillén, director das investigações biomédicas do CIGB, disse à Xinhua que o projecto surgiu por iniciativa chinesa, contando com a aprovação do Ministério cubano da Ciência e Tecnologia.

O produto que está a ser desenvolvido, conhecido como Pan-Corona, tem como objectivo proporcionar protecção contra as diversas variantes do coronavírus.

O também professor universitário destacou a «estratégia engenhosa» da proposta, que se baseia em combinar partes de vírus que são conservadas, e não tão expostas à variação, para gerar anticorpos com as dirigidas às respostas celulares.

«É uma estratégia que poderá facultar protecção contra emergências epidemiológicas de novas variantes do coronavírus que possam existir no futuro», indicou Guillén, explicando que não se pretende fazer uma «super-vacina», embora tenha admitido que se está a tentar criar um fármaco mais complexo que os actuais.

Guillén explicou ainda que outros investigadores cubanos aguardam que as condições de viagem para o estrangeiro melhorem, de modo a poderem integrar-se no centro de pesquisa de Yongzhou e dinamizar mais o projecto.

Destacou, além disso, o bom estado dos laços bilaterais com a China no campo biotecnológico, sendo que Cuba contribui com pessoal e experiência na área, e a parte chinesa apresenta «capacidade científica, equipamento, logística e recursos».

A montagem do centro conjunto de inovação biotecnológica de Yongzhou foi concluída o ano passado com equipamentos e laboratórios concebidos por especialistas da Ilha.

Fruto da cooperação bilateral, ali se irão desenvolver projectos e tecnologias obtidos pelos cientistas de Cuba.

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