A mobilização deste domingo na capital dominicana reafirmou que Cuba não está sozinha perante o bloqueio e a agressão externa, e reiterou o compromisso das organizações presentes com as causas justas, a autodeterminação dos povos e o legado anti-imperialista.
Hussmell Díaz, em representação da Associação «Máximo Gómez» de Residentes Cubanos, afirmou que as recentes medidas anunciadas por Washington violam o direito internacional e os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, em particular o respeito pela soberania, a autodeterminação dos povos e a não ingerência nos assuntos internos.
Díaz leu a declaração da associação, divulgada horas depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter assinado, no passado dia 29 de Janeiro, uma ordem executiva que declara uma «emergência nacional» com o pretexto da alegada «ameaça» que Cuba representa para os Estados Unidos.
Face a uma medida que abre a possibilidade de imposição de tarifas aos produtos dos países que forneçam petróleo ao país caribenho, a associação reafirmou a sua solidariedade incondicional com a Revolução e o seu povo, e uniu-se ao clamor internacional que exige, de forma esmagadora, o levantamento imediato e incondicional do bloqueio.
Vários dos presentes expressaram que Cuba é esperança, solidariedade e um exemplo vivo de resistência, e que, por isso, é preciso estar ao seu lado, defendê-la e apoiá-la, indica a Prensa Latina.
EUA pretendem aprofundar dificuldades para gerar desestabilização
Também presente, Enrique Portuondo, presidente da Associação de Cubanos Residentes na República Dominicana, leu um comunicado da Rede de Cubanos Residentes na América Latina e Caraíbas, no qual se declara o repúdio pela ordem executiva da Casa Branca que visa intensificar o bloqueio económico.
A Rede alerta que o verdadeiro propósito desta nova escalada «é agravar as dificuldades económicas do povo cubano, afectar a sua qualidade de vida e gerar desestabilização social, sem ter em conta os danos humanos que tais políticas causam».
Da mesma forma, a organização reafirmou o seu total apoio à Declaração do Governo Revolucionário cubano, que denunciou estas agressões e reafirmou o seu compromisso com a defesa da soberania nacional, da justiça social e da paz.
«Cuba não está sozinha», «Cuba vencerá», «Fraternidade entre os povos de Cuba e da República Dominicana», «Deixem Cuba viver em paz» e «Juntos por Cuba» foram alguns dos lemas visíveis nos cartazes exibidos por cubanos e dominicanos na concentração frente ao monumento a José Martí.
O dever é apoiar Cuba e a unidade do seu povo
Roberto Payano, presidente da Campanha Dominicana de Solidariedade com Cuba, enfatizou que o dever, hoje e sempre, é estar ao lado de Cuba, que, com a unidade do seu povo e a liderança das autoridades do país, resistirá ao bloqueio acrescido, como o faz há mais de seis décadas, graças à sua unidade, organização e firme determinação de defender a sua soberania a qualquer custo, refere a fonte.
Vários oradores intervieram ao longo da tarde, querendo expressar a firme solidariedade com a maior ilha das Antilhas. Amado Polanco, dirigente do Movimiento Rebelde, declarou o apoio da sua organização ao povo cubano, condenou veementemente o bloqueio imposto pelos Estados Unidos e homenageou os 32 combatentes cubanos que tombaram na Venezuela durante a agressão militar perpetrada pelo país norte-americano, destacando o seu exemplo de dedicação, internacionalismo e sacrifício.
O dirigente político de esquerda Narciso Isa Conde sintetizou o sentimento dos presentes ao afirmar que o desespero do imperialismo é tal que tenta asfixiar o povo cubano. Destacou, no entanto, que Cuba permanece firme, de pé e a resistir, e que, pelo seu exemplo e a solidariedade que sempre ofereceu aos povos do mundo, merece hoje o apoio pleno e incondicional.
Solidariedade com Cuba e Venezuela em Porto Rico
Em mobilizações frente a bases militares em Ceiba, Aguadilla e Salinas, convocadas pela Rede de Solidariedade com a Venezuela, centenas de pessoas manifestaram este domingo o seu apoio ao país sul-americano e a Cuba, num contexto de assédio crescente por parte dos EUA, bem como o repúdio pelo aumento da presença militar norte-americana em Porto Rico.
Com faixas e cartazes a denunciar a política de saque imperialista e em defesa da soberania dos povos, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a administração liderada por Donald Trump e exigiram a libertação do presidente legítimo da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Cilia Flores, sua mulher, sequestrados no passado dia 3 de Janeiro por forças norte-americanas em Caracas.
Também criticaram as novas medidas anunciadas contra Cuba, exigiram o fim do bloqueio e denunciaram a militarização crescente de Porto Rico, território caribenho colonizado que serve de base «para agredir povos irmãos latino-americanos e caribenhos».
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui
