Pelo menos três palestinianos perderam a vida e quatro ficaram feridos na sequência de ataques israelitas esta segunda-feira, informou a agência Wafa, referindo-se a incidentes contra deslocados nos campos de Nuseirat, na região central do enclave, e perto de Jabalia, no Norte do território.
Estas mortes seguem-se a um fim-de-semana de intensos ataques da parte das forças de ocupação sionistas, que mataram pelo menos 37 palestinianos em abrigos, tendas de deslocados e apartamentos.
Fontes locais também deram conta de operações de demolição junto à Cidade de Gaza e de ataques navais e de artilharia em vários pontos do enclave costeiro – em flagrante violação do cessar-fogo firmado com a resistência palestiniana, que entrou em vigor em 10 de Outubro de 2025, alegadamente para acabar com a guerra de extermínio na Faixa de Gaza.
De acordo com o Ministério da Saúde em Gaza, a ofensiva genocida de Israel contra o território palestiniano provocou pelo menos 71 800 mortos e 171 555 feridos desde Outubro de 2023.
Só no domingo, as autoridades de saúde reportaram 26 mortos e 68 feridos, elevando para 526 e 1447, respectivamente, o número de mortos e feridos registados desde Outubro último.
Reabertura da passagem fronteiriça de Rafah
Neste contexto de violações sucessivas do cessar-fogo, as autoridades da ocupação anunciaram a conclusão de um «corredor de controlo» para as pessoas que entram em Gaza através da passagem de Rafah, o único acesso do enclave ao Egipto e para fora dos territórios ocupados em 1948.
Fontes israelitas informaram que uma operação de teste, no domingo, iria preceder a reabertura oficial, ontem, permitindo a circulação limitada e rigorosamente controlada de pessoas pela passagem depois de 20 meses de encerramento.
Imagens divulgadas mostraram uma passagem estreita e fortificada, equipada com câmaras de vigilância e sistemas de reconhecimento facial, por onde poderão passar diariamente 150 pessoas em direcção ao Egipto e 50 em sentido inverso, indica a Al Mayadeen.
O encerramento da passagem de Rafah pela ocupação sionista, em Maio de 2024, contribuiu de forma determinante para o agravamento das condições de vida no enclave palestiniano, na medida em que apertou as porcas do bloqueio e piorou a situação de fome e de escassez generalizada de bens essenciais.
Cerca de 20 mil pacientes em risco
Entretanto, as autoridades em Gaza informaram que há aproximadamente 20 mil pessoas doentes no território à espera de autorização para poder efectuar tratamento médicos no estrangeiro.
Entre estas, há centenas em risco de perder a vida, incluindo 440 cujos casos são considerados urgentes. Devido ao bloqueio imposto pela ocupação, pelo menos 1268 pacientes faleceram enquanto aguardavam por autorização para viajar e receber tratamento no estrangeiro, indicou o Ministério da Saúde em Gaza.
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