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Ataques israelitas matam mais palestinianos em Gaza

Com o foco mediático centrado na reabertura da passagem – fortificada – de Rafah, dezenas de palestinianos foram mortos nos últimos dias em resultado dos ataques da ocupação israelita, no meio da trégua.

Palestinianos carregam os corpos de compatriotas mortos num ataque ao Hospital Nasser, em Khan Younis, em Janeiro de 2026 Créditos / Al Mayadeen

Pelo menos três palestinianos perderam a vida e quatro ficaram feridos na sequência de ataques israelitas esta segunda-feira, informou a agência Wafa, referindo-se a incidentes contra deslocados nos campos de Nuseirat, na região central do enclave, e perto de Jabalia, no Norte do território.

Estas mortes seguem-se a um fim-de-semana de intensos ataques da parte das forças de ocupação sionistas, que mataram pelo menos 37 palestinianos em abrigos, tendas de deslocados e apartamentos.

Fontes locais também deram conta de operações de demolição junto à Cidade de Gaza e de ataques navais e de artilharia em vários pontos do enclave costeiro – em flagrante violação do cessar-fogo firmado com a resistência palestiniana, que entrou em vigor em 10 de Outubro de 2025, alegadamente para acabar com a guerra de extermínio na Faixa de Gaza.

De acordo com o Ministério da Saúde em Gaza, a ofensiva genocida de Israel contra o território palestiniano provocou pelo menos 71 800 mortos e 171 555 feridos desde Outubro de 2023.

Só no domingo, as autoridades de saúde reportaram 26 mortos e 68 feridos, elevando para 526 e 1447, respectivamente, o número de mortos e feridos registados desde Outubro último.

Reabertura da passagem fronteiriça de Rafah

Neste contexto de violações sucessivas do cessar-fogo, as autoridades da ocupação anunciaram a conclusão de um «corredor de controlo» para as pessoas que entram em Gaza através da passagem de Rafah, o único acesso do enclave ao Egipto e para fora dos territórios ocupados em 1948.

Fontes israelitas informaram que uma operação de teste, no domingo, iria preceder a reabertura oficial, ontem, permitindo a circulação limitada e rigorosamente controlada de pessoas pela passagem depois de 20 meses de encerramento.

Imagens divulgadas mostraram uma passagem estreita e fortificada, equipada com câmaras de vigilância e sistemas de reconhecimento facial, por onde poderão passar diariamente 150 pessoas em direcção ao Egipto e 50 em sentido inverso, indica a Al Mayadeen.

O encerramento da passagem de Rafah pela ocupação sionista, em Maio de 2024, contribuiu de forma determinante para o agravamento das condições de vida no enclave palestiniano, na medida em que apertou as porcas do bloqueio e piorou a situação de fome e de escassez generalizada de bens essenciais.

Cerca de 20 mil pacientes em risco

Entretanto, as autoridades em Gaza informaram que há aproximadamente 20 mil pessoas doentes no território à espera de autorização para poder efectuar tratamento médicos no estrangeiro.

Entre estas, há centenas em risco de perder a vida, incluindo 440 cujos casos são considerados urgentes. Devido ao bloqueio imposto pela ocupação, pelo menos 1268 pacientes faleceram enquanto aguardavam por autorização para viajar e receber tratamento no estrangeiro, indicou o Ministério da Saúde em Gaza.

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