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Autoridades cubanas denunciam nova escalada dos EUA para asfixiar a Ilha

O ministro cubano dos Negócios Estrangeiros afirma que Washington recorre à coerção, à chantagem e às tarifas sobre países terceiros para que apliquem o bloqueio há muito condenado a nível internacional.

Marcha contra o bloqueio norte-americano em Havana, a 20 de Dezembro de 2024 Créditos / TeleSur

Na sua conta de Twitter (X), Bruno Rodríguez denunciou uma nova escalada no bloqueio norte-americano contra o país caribenho, visando asfixiá-lo por via da falta de abastecimento de combustível.

«Agora propõe-se impor um bloqueio total ao fornecimento de combustível ao nosso país. Para o justificar, baseia-se numa longa lista de mentiras que tentam retratar Cuba como uma ameaça que não é», referiu Rodríguez na madrugada desta sexta-feira na rede social.

No dia anterior, o presidente dos EUA, Donald Trump, firmou uma ordem executiva que declara uma «emergência nacional» relativamente a Cuba, considerando que a Ilha representa uma «ameaça inusual e extraordinária» à «segurança nacional e política externa dos Estados Unidos».

A este propósito, Bruno Rodríguez afirmou que «todos os dias surgem novas provas de que a única ameaça à paz, à segurança e à estabilidade na região – e a única influência maligna – é a exercida pelo governo dos EUA contra as nações e os povos da Nossa América», tendo acusado Washington de tentar subjugar países, de os despojar dos seus recursos e de minar a sua soberania.

O chefe da diplomacia cubana destacou que a Casa Branca recorre também à chantagem e à coerção para pressionar outros países a aderirem à sua política de bloqueio, «universalmente condenada», em relação à Ilha, sendo que, em caso de recusa, ameaça impor-lhes «tarifas arbitrárias e abusivas, violando todas as regras do livre comércio».

Denunciando ao mundo «este brutal acto de agressão contra Cuba e o seu povo», o diplomata enquadrou-o no bloqueio económico imposto por Washington à Ilha há mais de 65 anos, que agora, com as restricções ao abastecimento de combustíveis, ameaça submeter o país «a condições de vida extremas».

Administração de natureza «fascista, criminosa e genocida»

Posteriormente, ainda esta sexta-feira, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, dirigiu também fortes críticas à Casa Branca, na sequência da ordem executiva assinada por Donald Trump, que eleva a escalada do bloqueio imposto à Ilha.

«Sob um pretexto mentiroso e infundado, propagado por aqueles que fazem política e lucram com o sofrimento do nosso povo, o presidente Trump pretende estrangular a economia cubana impondo tarifas aos países que comercializam petróleo com Cuba de forma soberana», denunciou o chefe de Estado na sua conta de Twitter (X).

Sobre a nova medida, Díaz-Canel disse ainda que é reveladora da «natureza fascista, criminosa e genocida de uma conspiração que sequestrou os interesses do povo americano para benefício próprio».

China refuta nova escalada norte-americana contra Cuba

Um representante do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros rejeitou, esta sexta-feira, «qualquer acção ou prática desumana que prive o povo cubano do seu direito à sobrevivência e ao desenvolvimento».

A propósito da ordem executiva firmada por Donald Trump na véspera, Guo Jiakun reiterou, em declarações à imprensa em Pequim, o apoio da China a Cuba «na defesa da sua soberania e segurança nacional», indica a Xinhua.

O porta-voz da diplomacia chinesa frisou ainda a oposição do seu país à ingerência externa, depois de já esta semana ter exigido a Washington o levantamento imediato do bloqueio e das sanções a Cuba.

Na mesma ocasião, exortou a Casa Branca «a deixar de minar a paz e a estabilidade regionais», bem como «a pôr fim às violações do direito internacional».

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