Na sua conta de Twitter (X), o secretário de Organização do PCC agradeceu, este sábado, todo o apoio manifestado por «partidos, forças políticas, movimentos sociais e de solidariedade que denunciaram a mais recente agressão imperialista ianque de impor um cerco ao abastecimento de combustível a Cuba».
Em declarações publicadas numa outra rede social, o dirigente cubano frisou que, depois de anos a negar a existência do bloqueio, as autoridades norte-americanas «acabaram por reconhecer que a sua verdadeira estratégia é a pressão política e a extorsão».
Morales Ojeda acrescentou que o argumento do «Estado falhado» também não vingou, uma vez que «a resistência popular demonstra que Cuba não é uma "fruta madura" pronta a cair nas mãos imperialistas», em alusão à política homónima do século XIX implementada pelos EUA.
No texto que divulgou no Facebook, advertiu ainda que «já não se trata de um bloqueio limitado às relações bilaterais, mas de uma ameaça declarada contra qualquer país que decida comercializar soberanamente com Cuba, em particular no sector energético».
«Esta linha de acção – afirmou – estabelece um precedente perigoso para todas as nações do mundo, que podem enfrentar consequências semelhantes se aceitarem passivamente as imposições imperialistas dos Estados Unidos.»
Morales Ojeda reafirmou que «a rendição não é uma opção» e que Cuba «não ameaça nem nutre ódio contra o povo norte-americano», acrescentando que o país caribenho «não merece sofrer a crueldade destinada a satisfazer os interesses imperialistas».
«A nossa resposta continuará a ser a defesa da soberania e a dignidade nacional», disse.
«Mãos fora de Cuba»: Casa das Américas dirige-se ao povo norte-americano
Numa declaração publicada no seu portal ainda na sexta-feira, a Casa das Américas lembra que, desde a sua fundação, em Julho de 1959, integrou no seu trabalho «a promoção de representantes da cultura norte-americana».
«Criadores populares, líderes das comunidades indígenas, afro-americanas e latinas, bem como escritores e artistas notáveis encontraram aqui um espaço para o diálogo fraterno», sublinha a instituição cultural.
«Os estudantes das universidades dos Estados Unidos são calorosamente acolhidos pelas famílias cubanas e aprendem sobre a cultura latino-americana e caribenha nas nossas salas de aula», acrescentou a Casa, que agora volta a apelar ao apoio desse povo «para travar o projecto de genocídio em curso».
Isto a propósito da ordem executiva assinada por Donald Trump no passado dia 29 de Janeiro, que «pretende liquidar de forma definitiva o "problema de Cuba"», depois de «mais de seis décadas de bloqueio desapiadado e agressões de toda índole, tão criminosas quanto ineficazes no empenho de destruir a Revolução Cubana», afirma a Casa das Américas.
Sobre a ordem executiva, o organismo cultural sublinha que «todo o tipo de mentiras é reciclado com o objectivo de retratar o nosso país – aos olhos da opinião pública – como uma "ameaça inusual e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos"».
Em simultâneo, não considera surpreendente esta atitude da parte de uma administração que – acusa – «recorre rotineiramente à extorsão, aos bombardeamentos, aos raptos e até ao assassinato a sangue-frio dos seus próprios cidadãos».
«No entanto, a tentativa de asfixiar um povo inteiro para impor a sua vontade imperial é particularmente perversa», denuncia.
«Somos um povo de paz», declara o ICAP
Numa declaração divulgada este domingo no portal cubainformacion.tv, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) condena de forma veemente a decisão do governo norte-americano de impor tarifas aos países que, «no exercício do seu direito soberano, enviem petróleo a Cuba».
Tal decisão «baseia-se em pretextos que as próprias autoridades norte-americanas sabem serem falsos», afirma o ICAP, denunciando o recurso à «mentira de forma descarada para implementar medidas contra o povo de Cuba de uma crueldade sem precedentes».
Ao «intensificar o sofrimento do povo cubano causado pela política de bloqueio económico, comercial e financeiro», a administração de Donald Trump deixa à vista do mundo que esse sofrimento é «a ferramenta para alcançar o objectivo da sua política em relação à Ilha», sublinha.
«Cuba não é uma ameaça para nenhum outro país. Somos um povo de paz. Os nossos médicos e professores contribuem para a saúde e a educação em várias partes do mundo», declara o ICAP num texto em que apela às organizações de amizade e solidariedade que denunciem «esta medida cruel e desumana por parte do governo dos EUA».
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