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Assassinados 930 dirigentes sociais na Colômbia durante o governo de Duque

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz) afirmou, esta segunda-feira, que o período de governo de Iván Duque «se aproxima da pior época da violência nas últimas décadas».

Créditos / 360radio.com.co

De acordo com os registos do Indepaz, entre 7 de Agosto de 2018 e o dia 4 deste mês foram assassinados na Colômbia 930 dirigentes sociais e defensores dos direitos humanos, 126 dos quais mulheres.

No mesmo período, foram também mortos 245 ex-guerrilheiros subscritores do acordo de paz em processo de reintegração, entre os quais 11 mulheres.

Foram ainda perpetrados 261 massacres (45 este ano), com um saldo de 1114 vítimas mortais, precisou o Observatório de Direitos Humanos e Conflitos do Indepaz.

Os departamentos mais afectados pela violência são o Cauca (330 ocorrências), Antioquia (187), Nariño (142), Valle del Cauca (112) e Putumayo (96).

Leonardo González, coordenador do Observatório do Indepaz, afirmou que estes números se aproximam da pior época de violência na Colômbia nas últimas décadas, entre 2002 e 2006.

«A ausência de compromissos para implementar o acordo de paz, a política de segurança ineficaz e a falta da presença integral do Estado nos territórios» são, segundo o responsável, as principais causas da violência generalizada durante o mandato de Iván Duque.

Numa comunicação divulgada por vídeo na conta de Twitter do Indepaz, González lembrou que faltam 62 dias para que termine o mandato do actual presidente e disse esperar que o próximo eleito alcance resultados diferentes.

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