Em comunicado, a organização não governamental (ONG) revelou que a escalada começou há uma semana, coincidindo com o início do mês do Ramadão, com as forças militares de ocupação a intensificarem as incursões nocturnas nas cidades, aldeias e campos de refugiados.
O organismo de defesa dos direitos dos presos afirmou que entre os detidos se encontram mulheres, crianças e ex-presos, e que em diversas zonas as operações militares coincidiram com ataques de colonos.
O documento, citado pela PressTV, refere que as detenções ficaram marcadas por grande violência e danos de monta.
Os detidos e as suas famílias foram submetidos a «espancamentos severos, actos organizados de terrorismo», bem como a «sabotagem e destruição generalizadas de casas e ao confisco de veículos, dinheiro e jóias».
A SPP denunciou ainda que, nesta campanha de detenções – que se intensificou por toda a Cisjordânia, incluindo Jerusalém –, as forças de ocupação também demoliram casas, usaram familiares dos detidos como reféns e os detidos como escudos humanos.
De acordo com o organismo, Israel explora as campanhas de detenção para expandir a actividade dos colonatos na Cisjordânia, com os colonos a servirem como instrumento fundamental para impor uma nova realidade, sobretudo na sequência de decisões que visam a anexação do território, refere a Wafa.
Citado pela Prensa Latina, este fim-de-semana, o director-geral do Clube dos Prisioneiros Palestinianos, Amjad al-Najjar, também denunciou o aumento do número de detenções nos territórios ocupados.
«Embora zonas como Tulkarem e Jenin sejam alvo de grandes operações militares, a cidade de al-Khalil [Hebron] está a testemunhar um extermínio silencioso, por via de detenções contínuas e de um controlo militar completo», destacou al- Najjar, que se referiu às violações dos direitos humanos que acompanham esta campanha.
Entretanto, várias fontes deram conta de mais detenções de palestinianos este domingo e segunda-feira, bem como de ataques de colonos, em vários pontos da Cisjordânia ocupada – onde as forças israelitas intensificaram as restrições à circulação desde o início do Ramadão, instalando centenas de pontos de controlo permanentes e móveis.
De acordo com os dados divulgados este mês pela SPP, há mais de 9300 presos palestinianos – incluindo 350 menores e 56 mulheres – nas cadeias da ocupação, onde enfrentam a fome, a tortura e a negligência médica.
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