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Governo negoceia aumentos salariais mas «esquece» guardas-florestais

Os militares das Forças Armadas, GNR e restantes forças de segurança alcançaram aumentos salariais mas o Governo PS ignorou completamente os guardas-florestais, cujos sindicatos nem foram convocados para negociações.

CréditosTiago Petinga / Lusa

Não é apenas nestas questão que o Governo PS ignora, conscientemente, as reivindicações dos guardas-florestais. O Ministério da Administração Interna continua, lamenta a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS/CGTP-IN) em comunicado enviado ao AbrilAbril, «sem dar resposta às reivindicações apresentadas em meados deste ano, relativas à necessidade de aprovação de uma tabela remuneratória específica para a carreira de Guarda-florestal».

Os guardas-florestais, que realizaram em Agosto uma jornada de greve, exigem igualmente a «criação de suplementos remuneratórios referentes ao exercício das funções e de trabalho em equipa florestal», assim como a «consagração da autonomia operacional do corpo de guardas-florestais no Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente/GNR».

Os Guardas-Florestais são um órgão da polícia criminal e as suas funções específicas são as de policiamento, neste caso de polícia ambiental, «pelo que a revisão salarial apresentada pelo Governo, para os profissionais das Forças Armadas e das Forças de Segurança, deveria também contemplar, os profissionais» desta carreira.

O FNSTFPS/CGTP-IN não foi convocado para nenhuma reunião sobre este, ou outro, assunto, «pondo em causa a dignidade profissional dos guardas-florestais», num quadro de brutal aumento do custo de vida.

Face a este «esquecimento», com pouco de inocente, o FNSTFPS decidiu convocar uma concentração de trabalhadores do sector, junto ao Comando-Geral da GNR, no Largo do Carmo, em Lisboa, no dia 14 de Dezembro de 2022, entre as 11h e as 15h, «para exigir melhores condições de trabalho e de vida».

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