De acordo com o comunicado conjunto da comissão intersindical na TKE e da Fiequimetal, a generalidade dos pontos acordados já se encontra reflectida nos salários de Janeiro. O único ponto que está a ser renegociado é a actualização salarial, uma vez que o aumento do salário mínimo nacional para 2026 ficou acima do valor acordado internamente, uma situação que, conforme salientam as estruturas sindicais, ficou salvaguardada no documento assinado no ano passado.
O Acordo 2025 é classificado pelos sindicatos como um marco importante nas relações laborais do sector. Além das actualizações salariais, que preveem um aumento de 100 euros em dois anos, o documento estabeleceu a criação da sexta diuturnidade, que entrou em vigor em Janeiro de 2026, no valor de 34 euros, uma conquista considerada inédita no sector.
Entre outras conquistas com expressão pecuniária, destacam-se: o aumento do subsídio de alimentação para 10,40 euros; a fixação do subsídio de função em 45 euros; a fixação das diárias de deslocação em 25,50 euros para distâncias entre 50 e 100 km, e 41 euros para deslocações superiores a 100 km; e aplicação do subsídio de insularidade a 3,25% da remuneração-base para os trabalhadores da Madeira e dos Açores, a vigorar em 2026.
No âmbito dos plenários, as estruturas sindicais têm feito um apelo à participação de todos os trabalhadores na manifestação nacional convocada pela CGTP-IN para o próximo dia 28 de Fevereiro, com concentrações em Lisboa e no Porto.
A Fiequimetal sublinha que os resultados alcançados na TK Elevadores são «fruto da determinação e unidade dos trabalhadores» e reforça a importância de manter a mobilização para garantir a aplicação integral do acordo e continuar a defender melhores condições laborais.
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