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Guardas-florestais anunciam greve de três dias

Os guardas-florestais marcaram esta quarta-feira uma greve para 20, 21 e 22 de Julho, por mais guardas e pela negociação do estatuto da carreira, além de acusarem o Governo de não cumprir o prometido.

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Guardas-florestais do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente - GNR no terreno
Guardas-florestais do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente - GNR no terrenoCréditos / GNR

O anúncio dos protestos  dos guardas-florestais da GNR foi feito hoje à tarde, numa conferência de imprensa da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas (FNSTFPS/CGTP-IN), no Porto.

«Vamos fazer uma marcação de greve para os dias 20, 21 e 22 de Julho, três dias de greve, em que, no primeiro dia, os trabalhadores vão concentrar-se e manifestar-se à porta do Ministério da Administração Interna, em Lisboa» explicou Orlando Gonçalves, dirigente da comissão executiva do Norte.

Já Rui Raposo, assessor da direcção nacional da FNSTFPS, afirmou que o protesto é motivado pela necessidade imediata do reforço do corpo de guardas-florestais mas também devido à «ausência de resposta por parte do secretário de Estado da Proteção Civil e do Governo à continuação da negociação, (…) que tinha dito que em 15 dias poderíamos concluí-la. O que é certo é que já passou um mês».

As negociações em causa tinham como objectivo as alterações ao estatuto da carreira de guarda-florestal, de forma a desbloquear os concursos de mais 200 guardas-florestais, além da questão dos suplementos remuneratórios e do descongelamento das carreiras.

Situação dos guardas-florestais é urgente

Segundo dados da estrutura, actualmente há 307 guardas-florestais em Portugal – 130 no Norte, que é a região onde se concentram mais efectivos. Porém, há 25 anos havia cerca de mil, um número que a federação urge ser reposto.

«Isto está na fase da urgência. (…) A GNR tem neste momento pronto o aviso de abertura do concurso para os 200 guardas-florestais e não o pode publicar em Diário da República porque o decreto-lei não sai. Sem esse decreto-lei, que define quais são as normas de ingresso na carreira, não há concurso», afirmou Rui Raposo, que alertou para os prazos e para os seis meses de formação.

Por sua vez, Orlando Gonçalves exigiu que o primeiro-ministro, António Costa, cumpra a promessa que fez aos portugueses após a tragédia dos incêndios e das mortes em 2017, nomeadamente da integração de mais 200 guardas-florestais.

«É preciso que cumpra a palavra que deu aos portugueses que era a contratação, já não vai cumprir pelo menos nos timings, porque a promessa era para Abril  de 2018 (…), mas que cumpra, mesmo com o atraso, porque, de facto, ontem já era tarde», declarou.

Ainda sobre o primeiro-ministro, o dirigente lembrou que foi António Costa, enquanto ministro da Administração Interna, que extinguiu a carreira dos guardas-florestais:  «Tenha ele agora a coragem de assumir, directa ou indirectamente, que foi um erro no passado e corrigi-lo agora que tem a oportunidade», considerou.


Com agência Lusa

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