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CP não reabre bares e empurra trabalhadores para o despedimento

A CP mantém a recusa da reabertura do serviço de refeições dos bares dos comboios e não indica nenhuma data para o fazer, admitindo não voltar a precisar do serviço.

O Alfa Pendular da CP parado na estação de Santa Apolónia em Lisboa devido à greve
CréditosMIGUEL A. LOPES / LUSA

A Risto Rail, empresa concessionária dos bares dos comboios Alfa Pendular e Intercidades, reunida esta terça-feira com a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht/CGTP-IN), acusou a CP de não pagar o serviço desde Março, de ter dificuldades de pagar o salário de Julho aos seus 120 trabalhadores e de estar a ponderar um despedimento colectivo.

Em declarações ao AbrilAbril, Francisco Figueiredo, dirigente da Fesaht, defende que a CP não está a cumprir com as suas responsabilidades e que se recusa a reunir com os sindicatos.

«Não entendemos esta posição da CP. Se a empresa garante água e bolachas aos passageiros quando estes trabalhadores fazem greve, por que razão diz agora que o serviço é irrelevante?», pergunta o dirigente, acrescentando que os clientes pagam um bilhete que inclui serviço de refeições, que agora não lhes é garantido.

Como este serviço é semelhante ao take-away, com refeições embaladas e bebidas em recipientes descartáveis, o dirigente considera que não havia razão para a suspensão do serviço.

Os trabalhadores desta empresa manifestaram-se há duas semanas e exigiram a garantia dos seus postos de trabalho e o fim do lay-off. «Estes trabalhadores não tomam posição por uma ou outra empresa, querem é voltar a trabalhar», afirmou Francisco Figueiredo.

A Fesaht vai requerer uma reunião no Ministério do Trabalho em que pede para estarem presentes representantes da Risto Rail, da administração da CP e do Ministério das Infraestruturas, para analisar a situação.

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