A reunião foi pedida pela CGTP-IN e o Presidente da República acedeu, sendo que optou por convidar as restantes entidades presentes na Concertação Social. À saída da audição, Tiago Oliveira, secretário-geral da Intersindical Nacional vincou aquilo que tem defendido ao longo dos últimos meses.
Aos jornalistas, o sindicalista disse que denunciou ao Presidente da República a tentativa do Governo em afastar a central sindical do processo. Neste sentido, Tiago Oliveira insistiu que a reforma da lei laboral «está ferida de inconstitucionalidade» uma vez que todo o processo vai contra o disposto na Constituição que, como referiu, determina que «cabe às associações sindicais participar na construção da legislação laboral».
«Quando este Governo afasta a maior central sindical do país da construção deste processo, porque não quer discutir as propostas com os trabalhadores, está aqui um processo que está ferido desde o início», disse ainda.
Face ao avançado pelo Governo de que levaria o pacote laboral ao Parlamento caso haja ou não acordo, o secretário-geral da CGTP-IN não deixou margem para dúvidas e lembrou que «a maioria dos trabalhadores se pronunciaram no sentido de rejeitar» a proposta do Executivo, numa alusão à greve geral de 11 de Dezembro e das várias acções de luta que têm sido desenvolvidas. «Não há por onde fugir. O Governo tem de ouvir a maioria e tem que retirar o pacote laboral porque é essa a exigência dos trabalhadores», insistiu.
Para a CGTP-IN não há dúvidas e, aos jornalistas, Tiago Oliveira deixou bem patente que o Governo é «inimigo dos trabalhadores» porque, «de forma ilegítima, quer continuar a trilhar este percurso, indo ao arrepio da vontade dos trabalhadores».
Desde o primeiro momento, a CGTP-IN mostrou-se contra o pacote laboral e, não recusando a negociação, quis colocar à discussão as suas propostas para retirar as normas gravosas que foram sendo inscritas ao longo dos anos na legislação laboral.
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