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Há um festival onde podemos ficar Triste(s) Para Sempre

O festival de cinema Triste Para Sempre está de regresso e pela primeira vez estará no Cinema São Jorge. Nos dias 10, 11 e 12 de Julho o festival promete «tudo, excepto finais felizes». 
 

«O Triste para Sempre é um festival de cinema emergente dedicado à complexidade da tristeza, gerido pela Associação Cultural Triste Para Sempre». É assim que o próprio festival se define e quem somos nós para duvidar?

O festival Triste para Sempre está de volta e consigo trará as agruras da tristeza com uma programação que conta com mais de 40 filmes, num leque que conta com uma forte presença de obras nacionais.

Ao longo dos três dias de festival, serão exibidas 39 curtas metragens e três longas metragens. A organização do festival destaca o Somos dois abismos de Kopal Joshy, Deuses de Pedra de Iván Castiñeras Gallego e Terra Vil de Luís Campos, filmes com um «olhar particularmente atento sobre a ruralidade portuguesa, papéis tradicionais de género e situações de isolamento».

O tema desta edição centra-se precisamente nas tradições portuguesas, artesanato e preservação e procura «reforçar a expressão artística enquanto via de desenvolvimento pessoal e comunitário e de combater o esquecimento de certas práticas ancestrais que invocam uma nostalgia muito especial». Para o efeito, além dos filmes, o festival contactou artesãos, grupos recreativos e pequenas empresas nacionais que desenvolvem trabalho na manutenção cultural.

Em sessões apresentadas como «Terra Devastada», «Para onde foi a mãe?», «O Corpo Estranho» e «Corações Partidos», o Triste Para Sempre quer abordar as dificuldades do papel maternal, com desgostos relacionados com saúde e com o desamor.

Além das habituais competições com júri pelos prémios Lágrima Nacional e Lágrima Internacional, o público é convidado a participar na atribuição do prémio Lágrima do Público.

«Acreditamos que a tristeza em todas as suas dimensões deve ser um tema cuidado e investigado, tanto enquanto matéria artística e um forte combustível para a produção de filmes, como enquanto matéria social que deve ser integrada na cultura e na educação com dignidade e sem preconceito», afirmam os organizadores do festival. 
 

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