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|mobilidade e transportes

Linha do Oeste tem metade do percurso sem comboios desde 28 de Janeiro

Quase cinco meses sem comboios entre Caldas da Rainha e Meleças, a somar às anteriores interrupções, supressões e atrasos de horas que marcaram o final do ano de 2025 e os primeiros meses de 2026. 

Créditos Carlos Barroso / Agência Lusa

A denúncia é da Comissão para a Defesa da Linha do Oeste (CPDLO), que alerta para o facto de não se conhecerem as medidas para resolver esta situação e o prazo para que tudo volte à normalidade, embora as razões que justificam esta situação sejam conhecidas.

Entretanto, segundo a CPDLO, as soluções alternativas impostas aos utentes para o percurso entre Caldas da Rainha e Meleças «são indignas e revelam a total desconsideração e desrespeito para com quem precisa de utilizar o comboio regularmente para ir trabalhar ou estudar», nomeadamente com «tempos de percurso em autocarro de 2h45, e atrasos sistemáticos no cumprimento dos horários».

A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste exige ao Governo, designadamente ao ministro das Infraestruturas, «uma postura de respeito e consideração pelos utentes da Linha do Oeste». Nesse sentido aponta para a necessidade da «reparação urgente do troço entre Caldas da Rainha e Torres Vedras, para que seja reactivada a circulação ferroviária entre aquelas duas estações e entre a Malveira e Meleças, ficando apenas a ser assegurado em autocarro o percurso entre Torres Vedras e a Malveira».

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