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APJD discute repressão patronal com Cristina Tavares

Na próxima segunda-feira, a Associação Portuguesa de Juristas Democratas (APJD) promove uma sessão com vários especialistas e a operária Cristina Tavares, em Lisboa.

Cristina Tavares no fim da marcha solidária contra o seu despedimento que juntou dezenas de pessoas em Santa Maria de Lamas, 19 de Janeiro de 2019
Cristina Tavares no fim da marcha solidária contra o seu despedimento que juntou dezenas de pessoas em Santa Maria de Lamas, 19 de Janeiro de 2019CréditosESTELA SIlva / LUSA

A conferência, intitulada «O Assédio Moral no Local de Trabalho – O Caso Particular da Operária Cristina Tavares», inserida nas «Acções em Defesa da Constituição e das Liberdades Democráticas», terá lugar no dia 6 de Maio, às 18h, na sala 12.06 da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Na sua página, a APJD refere que os oradores serão João Zenha Martins, professor da Universidade Nova de Lisboa, Filipe Soares Pereira (Advogado), Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, e a própria Cristina Tavares. A moderação ficará a cargo de António Colaço, juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça e membro da APJD.

A operária Cristina Tavares encontra-se de momento, com o apoio do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte (SOCN/CGTP-IN), a travar uma batalha legal contra a corticeira Fernando Couto, a qual, sem fundamento, voltou a despedir a trabalhadora após a Autoridade para as Condições do Trabalho ter dado como comprovado os abusos patronais.

Em causa está a repressão patronal sistemática contra a trabalhadora, após ter sido reintegrada por ordem judicial, após um outro despedimento ilegal. A operária foi isolada pela empresa dos colegas e obrigada a «carregar e descarregar os mesmos sacos com mais de 15/20 kg para a mesma palete», num ambiente com «temperaturas muitas vezes superiores aos 40/45ºC».

Além do apoio do seu sindicato de classe e da CGTP-IN, a operária Cristina Tavares tem recebido a solidariedade de várias estruturas locais e nacionais que têm realizado acções de apoio à trabalhadora em vários pontos do País. Em Fevereiro passado, a Assembleia da República também aprovou um voto solidário.

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