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Administração da Casa da Música «não vai deixar saudades»

No dia em que se espera a designação de um novo conselho de administração, os trabalhadores da Casa da Música fazem votos de que não se trate apenas de uma mudança de caras.

CréditosESTELA SILVA / LUSA

Em comunicado, os trabalhadores da Casa da Música sindicalizados no Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE/CGTP-IN) afirmam que, ao fim de nove anos de sucessivos mandatos, a direcção não deixa a situação melhor do que a encontrou.

Pelo contrário, «os trabalhadores assistiram a sucessivos adiamentos da resolução dos problemas, à falta de diálogo com os seus representantes, à pouca vontade de conhecer a realidade do dia-a-dia da Casa e de encontrar soluções dignas para os muitos abusos laborais», pode ler-se na nota.

Do novo conselho de administração, os trabalhadores esperam «uma abertura para o diálogo», de modo a que se encontrem «soluções para as várias situações ilegais».

Nesse sentido, foi apresentado um caderno reivindicativo com «queixas graves» sobre o que é urgente resolver e que se afirma como «um contributo para uma gestão mais digna e equilibrada dos recursos humanos, garantindo os direitos dos trabalhadores».

A resposta a dar, garantem os trabalhadores, passa pela negociação de um acordo de empresa, que consideram ser «uma chave para a transparência e a estabilidade».

Para além da exigência do início das negociações sobre este acordo, os trabalhadores da Casa da Música reivindicam o fim das discriminações salariais, respeitando o princípio de salário igual para trabalho igual e o fim da gestão discricionária de horários de trabalho, sem consideração pela vida familiar de muitos deles.

A fixação de um quadro de pessoal «realista» e a contratação efectiva dos trabalhadores para o preencher, acabando com os muitos falsos recibos verdes e falsos outsourcings que subsistem, bem como o fim dos contratos a termo generalizados, são outras das reivindicações.

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