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Greve dos professores com elevada expressão

No âmbito da greve realizada ontem por professores e educadores, muitas escolas básicas e jardins de infância não abriram portas e centenas de conselhos de turma foram adiados. Os professores prometem continuar a luta.

Acção reivindicativa de professores em defesa da profissão
CréditosAntónio Cotrim / Agência Lusa

A Federação Nacional de Professores (Fenprof/CGTP-IN) informou, numa nota enviada, acerca de vários dados de adesão à greve realizada ontem, afirmando que foram encerradas muitas escolas básicas e jardins de infância, e que centenas de conselhos de turma não foram realizados.

A estrutura sindical não tem registo de que algum exame ou prova de aferição não tenham sido realizados, lembrando que foram decretados serviços mínimos que asseguraram a sua realização. No entanto, foram muitos os docentes que «exibiram o autocolante que os identificava como estando em luta, mas obrigados ao cumprimento daqueles serviços».

Este protesto veio no seguimento de várias acções desenvolvidas desde o início do ano lectivo, tendo em conta que «o Ministério da Educação (ME) recusou-se, designadamente em cada um dos momentos de contestação dos professores, a responder positivamente às propostas que a Fenprof apresentou».

No debate com o ME que antecedeu esta greve, a Fenprof recorda que tudo o que era «essencial» não avançou. A federação acusa o ministério de não demonstrar qualquer abertura para a questão do regime especial de aposentação, «nem tão-pouco em relação à constituição de um grupo de trabalho para analisar a situação de envelhecimento e desgaste do corpo docente», e de não ter assumido qualquer compromisso quanto à progressão na carreira a partir de Janeiro de 2018.

Quanto aos horários de trabalho, o ME apenas admite uma reorganização e não houve abertura para uma conversão (nem parcial) das horas de redução lectiva por antiguidade e idade em horas da componente individual de trabalho.

Também não foi assumido qualquer compromisso mínimo para além de 2018 quanto à abertura de novos processos de vinculação extraordinária e o ME não admite fazer qualquer debate sobre «um modelo de gestão democrática para as escolas», sublinha a Fenprof.

 

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