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Jornalistas juntam-se à greve geral

O jornalismo vai estar na «primeira linha de vítimas da reforma laboral deste Governo». Sindicato dos Jornalistas vai aderir à greve geral e convoca «todas as organizações representativas de quem trabalha a juntar-se».

O jornalismo é uma profissão em que a precariedade é prevalente, a que acrescem «horários desregulados e trabalho fora de horas não remunerado», o que provoca «elevadas taxas de “burnout”», lamenta o Sindicato dos Jornalistas (SJ), numa nota divulgada na passada sexta-feira. Estes trabalhadores «estarão na primeira linha de vítimas da reforma laboral deste Governo». 

O sindicato destaca cinco medidas do pacote laboral do Governo PSD/CDS-PP que vão ter um impacto particularmente significativo nos trabalhadores da comunicação social e que justificam «que se repita a forte mobilização nas redacções». A introdução do banco de horas individual vai «embaratecer ainda mais o trabalho dos jornalistas», forçando os jornalistas a «trabalhar mais por menos ou por nada» – é um passo em frente em relação à isenção de horário, que já é utilizada nos dias de hoje para compor os salários de miséria.

Por outro lado, «permitir que alguém que nunca tenha tido um contrato sem termo seja contratado indefinidamente sem entrar para os quadros», seria uma machada sem retorno num sector «com recibos verdes e contratos a termo generalizados». Em «nome dos patrões», o Governo estaria a «condenar tantos de nós a uma vida de instabilidade e insegurança». Também o escancarar das portas ao outsourcing vai ter implicações directas na realidade do jornalismo português, permitindo que as empresas despeçam os fotógrafos e operadores de câmara e os substituam por empresas temporárias.

O SJ refere ainda o ataque aos direitos de parentalidade (as jornalistas portuguesas já têm uma taxa de natalidade abaixo de média nacional) e as limitações à liberdade sindical. «Os países que pagam melhores salários não são os mais flexíveis, como diz a ministra do trabalho», afirma o sindicato. «São os que têm maiores taxas de sindicalização», precisamente aquilo que o Governo PSD/CDS-PP está a tentar impedir através da limitação dos direitos sindicais nos locais de trabalho e com o esmagar da contratação colectiva.

O momento é de greve geral. O Sindicato dos Jornalistas apela a que todos as pessoas que trabalhem no sector «se juntem a esta paralisação», convocada pela CGTP-IN, «para dizer não a um pacote laboral com ideias do século XIX». O sindicato espera que se repita a enorme mobilização da última greve no próximo dia 3 de Junho. Para já, uma coisa é certa, o AbrilAbril vai aderir à greve geral.

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