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«Abrir fogo» quando até os bancos dos jardins nos tiraram

A Escola de Mulheres traz o texto de Ana Sampaio e Maia para discutir esse tempo em que nos «tornamos activistas por detrás do ecrã do telemóvel». A peça estreia-se esta quarta-feira, 20 de Maio, em Lisboa.

Entrámos num tempo de distanciamento da rua, de parco uso do espaço público, de menor apelo à intervenção e à manifestação. Num sofá e por detrás de um ecrã, os corpos marginalizados choram a «partilha de informação sangrenta», lê-se na apresentação da peça de Ana Sampaio e Maia. A isto, chamou-se de activismo.

«Nos tiraram os bancos dos jardins. Quando deixou de haver sombras no espaço público, o sol queimava menos no sofá de casa»

Abrir fogo fala deste nosso cenário, onde o combate à austeridade e às restrições das liberdades ainda se faz necessário, mas que para muitos já não convence à saída à rua. Através de uma linguagem física e performativa, a peça provoca e questiona o papel do próprio teatro e da arte enquanto instrumento eficaz para a manifestação e a transformação.

A 80.ª produção da Escola de Mulheres conta com as interpretações de Marta Lapa e Mélanie Ferreira e traz uma colaboração visual com a artista plástica Lea Managil. Abrir fogo estreia-se dia 20 de Maio e estará em cena de quarta a domingo até 7 de Junho.

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