Os deputados comunistas recordam que a Estação de Caminhos de Ferro de Barcelos serve uma população superior a 150 mil residentes, somando o município de Barcelos e os concelhos vizinhos, além de centenas de milhares de turistas e visitantes que procuram a região. E sublinham um paradoxo: apesar de a Linha do Minho oferecer serviços de passageiros desde as 5h47 até às 22h59, com comboios regionais, inter-regionais, intercidades e até internacionais com ligação à Galiza, o edifício da estação permanece fechado durante mais de dois terços desse período.
«Um cartaz que se encontra afixado à entrada do edifício apresenta a informação de que o horário de funcionamento é nos dias úteis entre as 07:35 e as 11:30 e das 12:00 às 13:15», alerta a pergunta enviada ao ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.
Fora daquela janela horária, os passageiros são forçados a aceder às plataformas por uma entrada lateral, ficando a aguardar as composições «em local desabrigado das condições atmosféricas». Também «o serviço de bilhética, informações ou esclarecimentos adicionais é inexistente fora deste horário e ao fim-de-semana».
O grupo parlamentar do PCP quer saber se o Executivo de Montenegro tem conhecimento destas condições, que considera serem uma ameaça à segurança e conforto dos utentes, e se o encerramento parcial da estação de Barcelos fará parte de «alguma estratégia do Governo de limitar o acesso aos residentes da região de serviços de mobilidade e transporte público de massas e amigo do ambiente».
Os deputados questionam ainda se esta situação é consequência de «uma política de limitação de contratação de trabalhadores para funções essenciais de modo a degradar os serviços públicos como táctica política», e qual o prazo previsto para a regularização do período de abertura da estação.
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